28/02/2022 às 13h51min - Atualizada em 28/02/2022 às 13h51min

De patrocinadora a campeã mundial: a consolidação da Red Bull na F1

Mas, ao contrário do que muita gente imagina, sua história na maior categoria do automobilismo internacional começou mais de uma década antes, em 1989. Foi quando a empresa de energéticos fundada na Áustria fechou seu primeiro patrocínio com uma estrela da modalidade: o austríaco Gerhard Berger, então conduzindo um Ferrari

Redação
Tetracampeã mundial de construtores e penta com seus pilotos, a Red Bull Racing é uma equipe que faz parte do grid da Fórmula 1 desde 2005 - Foto: Divulgação

Red Bull na F1: um verdadeiro conto de fadas

Tratava-se então de um contrato histórico que deu início a uma trajetória vitoriosa da marca nas pistas de F1. Entre 1995 e 2004, a companhia patrocinou a equipe Sauber, estampando os carros de importantes nomes como Kimi Raikkonen, Felipe Massa, Jean Alesi ou Giancarlo Fisichella. Mas foi apenas no ano seguinte que a Red Bull adquiriu a equipe Jaguar Racing e lançou seu próprio time de corridas.

A temporada de estreia da Red Bull Racing (RBR) foi bastante animadora, com dois quartos lugares de David Coulthard, sendo um logo no primeiro desafio do ano, na Austrália, e outro no GP da Europa. 

O primeiro pódio veio em 2006, em Mônaco, com a terceira posição de Coulthard. Em 2009, o time austríaco comemorou pela primeira vez uma pole position, vitória e dobradinha. 

A trinca aconteceu na China, com Sebastian Vettel e Mark Webber, que juntos somaram seis triunfos e um inédito vice-campeonato para os austríacos naquele ano.

A partir de 2010, a RBR se consolidou de vez como uma equipe de ponta. Com amplo domínio dos seus carros, conquistou quatro títulos seguidos de pilotos (todos com Vettel) e construtores. 

Em 2014, ano marcado pela chegada dos novos motores híbridos, o time teve o maior investimento do grid, com um orçamento de cerca de € 468,7 milhões (R$ 1,798 bilhão, nos valores da época), mas viu terminar sua hegemonia, culminando numa era de conquistas da Mercedes, liderada por Lewis Hamilton.

Depois disso, foram necessários oito anos para a Red Bull Racing comemorar um título novamente. Em uma das temporadas mais acirradas da história da Fórmula 1, o holandês Max Verstappen se sagrou campeão mundial com ultrapassagem sob Hamilton na última volta da última corrida do calendário e trouxe de volta o caneco de pilotos para Milton Keynes (sede da equipe, no Reino Unido).

Sucesso também fora das pistas
Considerada uma das maiores referências no segmento de bebidas energéticas em todo o planeta, a empresa é também conhecida pelos altos investimentos em diferentes esportes. Se tudo começou com aportes financeiros apenas para atividades radicais, hoje existe um império esportivo que se estende pelas pistas de F1, campos de futebol e atletas das mais variadas modalidades.

Para alavancar ainda mais o alcance da empresa no mercado, o sucesso da Red Bull nas pistas rendeu não apenas muitos troféus, mas também novas parcerias globais, sendo a sala de pôquer online PokerStars a mais nova adição para a temporada 2022. Incluindo sua própria marca de energéticos, a equipe austríaca teve 16 patrocinadores ao longo de 2021, desde fornecedores de equipamentos próprios para corrida até gigantes da telefonia, informática, varejo, bebidas, vestuário e acessórios, seguros e uma campanha mundial.


Novos desafios
Apesar do título conquistado no último campeonato, a RBR começará 2022 com um grande desafio pela frente. Isso porque, sua fornecedora de motores, a Honda, já havia anunciado em outubro de 2020 sua saída da Fórmula ao final da temporada seguinte. No entanto, a marca japonesa se comprometeu a ajudar no desenvolvimento das unidades de potência dos austríacos para os próximos anos, mas que já levarão o nome Red Bull.

Com um ambicioso projeto visando as novas regras que entrarão em vigor em 2026, a ideia dos tetracampeões é assumir a frente de sua própria divisão de propulsores, chamada Red Bull Powertrains. Isso significa que daqui quatro anos, mais do que uma equipe de Fórmula 1, a escuderia que leva o nome da mais relevante marca de bebidas energéticas do mundo deverá se tornar também uma desenvolvedora de motores automobilísticos.


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