06/04/2018 às 11h36min - Atualizada em 06/04/2018 às 11h36min

Derramamento de óleo mata mais de 2.300 animais na Colômbia

O derramamento também destruiu mais de 1.000 espécies de árvores e causou efeitos negativos à saúde em moradores das áreas afetadas.

ANDA Agência de Notícias de Direitos Animais
Foto: Reprodução
No mês passado, uma fonte de petróleo quebrada despejou o material em importantes áreas fluviais no estado de Santander, na Colômbia. Autoridades dizem que o vazamento está sob controle, mas como Elaina Zachos relata para a National Geographic, o desastre ambiental causou a morte de 2.400 animais, danificou 1.000 espécies de árvores e forçou os moradores a saírem da área.

O derramamento começou no dia 3 de março no poço Lizama 158, que é operado pela empresa estatal Ecopetrol, segundo Jacqueline de Klerk, do jornal The City Paper. Desde então, o petróleo se infiltrou nos rios Lizama e Sogamoso. A contaminação também atingiu o rio Magdalena, uma importante via fluvial que se estende por 950 milhas pela parte ocidental do país.

centenas de ecossistemas foram destruídos com o derramamento de óleo.

centenas de ecossistemas foram destruídos com o derramamento de óleo.



Ainda não há informações exatas sobre a quantidade de petróleo que foi derramado; A Ecopetrol diz que 550 barris, mas a Agência Nacional de Licenças Ambientais (ANLA) da Colômbia, diz que 24 mil barris já vazaram nos rios.

Cerca de 1.250 animais foram resgatados das áreas afetadas, porém milhares de vacas, peixes, pássaros e outras espécies morreram. O derramamento também esgotou os meios de subsistência das comunidades ao longo dos rios Liazma e Sogamoso, e vários moradores estão sofrendo tontura, dores de cabeça e vômitos.

“Não tenho praticamente nada para comer, passamos pelo rio a vida toda e a contaminação já chegou à Madalena”, disse o morador Elkin Cala à emissora colombiana Noticias Uno.

A Ecopetrol informou no sábado que o derramamento foi controlado. Segundo as agências de notícias do país, o Escritório do Controlador Geral havia aconselhado a Ecopetrol, em 2015, a encerrar suas atividades na região de Lizama. Uma auditoria do governo de 2016 descobriu que 30 dos poços abandonados pela empresa corriam o risco de quebrar.

O derramamento de óleo matou milhares de peixes.

O derramamento de óleo matou milhares de peixes.



Felipe Bayón, presidente da Ecopetrol, disse acreditar que a atividade sísmica – e não as falhas técnicas – fez com que Lizama 158 quebrasse. O estado de Santander enfrenta frequentes tremores sísmicos, mas de acordo com Alsema, o Ministério Público da Colômbia iniciou uma investigação sobre ações que negligenciam o vazamento. O Ministério do Meio Ambiente do país também informa que pode impor sanções à Ecopetrol, que falsamente alegou ter interrompido o vazamento um dia depois de ter começado.

centenas de aves morreram na região.

centenas de aves morreram na região.



A  agência ambiental ANLA declarou que não sabe quanto tempo levará para a região se recuperar da crise devastadora.

“Como a vegetação está morrendo, a área tem que passar por um processo de reabilitação”, disse Claudia Gonzalez, oficial da ANLA, ao jornal La Vanguardia , segundo Alsema. “As margens dos desfiladeiros precisam ser recuperadas novamente e o habitat das espécies da área precisa ser melhorado.”

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