16/03/2018 às 15h25min - Atualizada em 16/03/2018 às 15h25min

Guia F1 2018: “Resgatar a tradição” é o lema na McLaren

Por Gabriel Gavinelli
F1 Mania
Foto: McLaren F1
Presente no grid da Fórmula 1 desde 1966, estreando no Grande Prêmio de Mônaco com seu lendário fundador Bruce McLaren ao volante, a McLaren completa 822 corridas na categoria no GP da Austrália de 2018.

De lá pra cá, em mais de 50 temporadas, foram 182 vitórias, 155 pole-positions, subindo mais de 400 vezes ao pódio. Resultado: oito títulos mundias de construtores e 12 de pilotos – incluindo o de Emerson Fittipaldi em 1974 e o triplo campeonato de Ayrton Senna em 1988, 1990 e 1991.

Os chamados “anos de ouro” da equipe britânica aconteceram entre os anos de 1984 até 1993, sendo campeã nos construtores em 1984, 1985, 1988, 1989, 1990 e 1991. Antes disso, Fittipaldi ajudava a conquistar o mundial em 1974 e bem lá frente, em 1998, Mika Hakkinen e David Coulthard garantiam a última coroa para a McLaren.

Nos anos 2000, período de domínio da Ferrari na F1, a McLaren foi a única a desafiar a italiana em 2003, com Kimi Raikkonen muito perto de conquistar o 13º título de pilotos para a britânica.

Bruce McLaren - 1969 M7C F1

Bruce McLaren - 1969 M7C F1



Em 2007 veio o grande golpe: a equipe foi punida por “espionagem industrial” e perdeu todos os pontos daquele ano, incluindo o Mundial de Construtores, além de uma multa estratosférica na casa dos 100 milhões de dólares.

Em 2008 voltou a triunfar com Lewis Hamilton campeão da temporada com o MP4-23, deixando a McLaren com o segundo lugar nos construtores.

A “saída” da Mercedes em 2009, com a fabricante alemã assumindo a Brawn GP (e mantendo o compromisso de fornecer motores por mais seis anos para a equipe de Woking), culminou da era decadente da tradicional equipe fundada por Bruce, que morreu tentando ajustar as novas “asas” durante testes em Goodwood no ano de 1970 (aqui vai uma dica, assista ao filme “McLaren – O Homem por trás do volante” e conheça a inspiradora história de Bruce McLaren).

Apesar do compromisso entre Mercedes e McLaren, em 2013 a equipe confirma a reedição da parceria com a fabricante japonesa Honda, marcando o retorno da montadora na F1, ausente desde 2009, quando vendeu sua equipe para Ross Brawn, que remarcou como Brawn GP.

A parceria que começaria em 2015 se mostraria uma tragédia! A McLaren sofreu nos anos de 2015, 2016 e 2017 com problemas de confiabilidade, sempre afirmando ter “o melhor chassi do grid da F1”. E em 2018 vamos ter a oportunidade de tirar a “prova real” dessa afirmação.

Para 2018 a McLaren busca retomar sua tradição na categoria, esse é o lema por lá: “resgatar a tradição”. Eric Boullier, um dos chefes da equipe, foi enfático ao dizer “estamos aqui para ganhar”.

“Queremos ganhar, a McLaren precisa ganhar. É pra isso que estamos aqui. Mas primeiro vamos ver onde os outros estão. Nossos primeiros objetivos são tentar lutar contra Red Bull e Renault, e então veremos”, disse Boullier.

A nova fornecedora de motores, Renault, que tem como clientes a McLaren e a Red Bull (além de sua própria equipe), vai nos dar uma posição precisa do nível  de desenvolvimento da equipe. E você, já tem sua opinião? O problema da McLaren é motor ou chassi? Estamos perto de descobrir.

A temporada 2018 da F1 começa no dia 22 de março (quinta-feira) com o primeiro treino livre na Austrália às 22h00.



Confira os horários da F1 na Austrália, sempre em TEMPO REAL com a F1Mania (horários de Brasília):

Dia 22 março (quinta-feira): Treino Livre 1 (22h às 23h30)
Dia 23 março (sexta-feira): Treino Livre 2 (02h às 03h30)
Dia 24 março (sábado): Treino Livre 3 (00h às 01h)
Dia 24 março (sábado): Qualificação (03h às 04h)
Dia 25 março (domingo): Corrida (largada às 02h10)


Equipe: McLaren
Sede: Woking, Inglaterra
Carro: MCL33
Motor: Renault
Vitórias: 182
Poles: 155
Mundiais de Construtores: 8 1974/ 1984/ 1985/ 1988/ 1989/ 1990/ 1991/ 1998)
Mundiais de Pilotos: 12 (1974, 1976, 1984, 1985, 1986, 1988, 1989, 1990, 1991, 1998, 1999, 2008)
Chefe de equipe: Zak Brown
Pilotos atuais: Fernando Alonso (#14); Stoffel Vandoorne (#2)




Pré-temporada 2018 F1 – Tempos combinados:

1) Sebastian Vettel (Ferrari) 1m17.182s / Pneus HS
2) Kimi Raikkonen (Ferrari) 1m17.221s / Pneus HS
3) Fernando Alonso (McLaren-Renault) 1m17.784s / Pneus HS
4) Daniel Ricciardo (Red Bull-Renault) 1m18.047s / Pneus HS
5) Carlos Sainz Jr (Renault) 1m18.092s / Pneus HS
6) Kevin Magnussen (Haas-Ferrari) 1m18.360s / Pneus SS
7) Pierre Gasly (Toro Rosso-Honda) 1m18.363s / Pneus HS
8) Lewis Hamilton (Mercedes) 1m18.400s / Pneus US
9) Romain Grosjean (Haas-Ferrari) 1m18.412s / Pneus US
10) Valtteri Bottas (Mercedes) 1m18.560s / Pneus US
11) Nico Hulkenberg (Renault) 1m18.675s / Pneus HS
12) Stoffel Vandoorne (McLaren-Renault) 1m18.855s / Pneus HS
13) Brendon Hartley (Toro Rosso-Honda) 1m18.949s / Pneus HS
14) Esteban Ocon (Force India-Mercedes) 1m18.967s / Pneus HS
15) Charles Leclerc (Sauber-Ferrari) 1m19.118s / Pneus HS
16) Sergey Sirotkin (Williams-Mercedes) 1m19.189s / Pneus S
17) Marcus Ericsson (Sauber-Ferrari) 1m19.244s / Pneus HS
18) Robert Kubica (Williams-Mercedes) 1m19.629s / Pneus SS
19) Sergio Perez (Force India-Mercedes) 1m19.634s / Pneus HS
20) Max Verstappen (Red Bull-Renault) 1m19.842s / Pneus S
21) Lance Stroll (Williams-Mercedes) 1m19.954s / Pneus S
22) Nikita Mazepin (Force India-Mercedes) 1m25.628s / Pneus M


Pneus: HS (hipermacios), SS (supermacios), US (ultramacios), S (macios), M (médios)

Número de voltas e distância percorrida por piloto(km):

1. Sebastian Vettel /643 Voltas / Km 2992,74
2. Valtteri Bottas /584 Voltas / Km 2717,601
3. Lewis Hamilton /456 Voltas / Km 2122,271
4. Pierre Gasly /452 Voltas / Km 2102,963
5. Carlos Sainz Jr /444 Voltas / Km 2065,956
6. Max Verstappen /419 Voltas / Km 1950,108
7. Marcus Ericsson /411 Voltas / Km 1913,101
8. Kevin Magnussen /380 Voltas / Km 1768,291
9. Charles Leclerc /375 Voltas / Km 1745,765
10. Esteban Ocon /372 Voltas / Km 1731,284
11. Brendon Hartley /370 Voltas / Km 1721,63
12. Daniel Ricciardo /364 Voltas / Km 1694,277
13. Sergey Sirotkin /354 Voltas / Km 1647,616
14. Nico Hulkenberg /351 Voltas / Km 1633,135
15. Lance Stroll /343 Voltas / Km 1596,128
16. Stoffel Vandoorne /336 Voltas / Km 1563,948
17. Sergio Perez /317 Voltas / Km 1475,453
18. Romain Grosjean /314 Voltas / Km 1460,972
19. Kimi Raikkonen /286 Voltas / Km 1330,643
20. Fernando Alonso /263 Voltas / Km 1224,449
21. Robert Kubica /122 Voltas / Km 567,977
22. Nikita Mazepin /22 Voltas / Km 102,976

Número de voltas e distância percorrida por equipe (km):

1. Mercedes /1040 Voltas / Km 4839,872
2. Ferrari /929 Voltas / Km 4323,383
3. Toro Rosso /822 Voltas / Km 3824,593
4. Williams /819 Voltas / Km 3811,721
5. Renault /795 Voltas / Km 3699,091
6. Sauber /786 Voltas / Km 3657,257
7. Red Bull /783 Voltas / Km 3642,776
8. Force India /711 Voltas / Km 3308,104
9. Haas /694 Voltas / Km 3229,263
10. McLaren /599 Voltas / Km 2786,788


Número de voltas e distância percorrida por motor (km):

1. Mercedes /2570 Voltas / Km 11958,088
2. Ferrari /2409 Voltas / Km 11209,903
3. Renault /2177 Voltas / Km 10130,264
4. Honda /822 Voltas / Km 3824,593


Fernando Alonso (McLaren) - F1 Barcelona

Fernando Alonso (McLaren) - F1 Barcelona




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