08/08/2019 às 16h43min - Atualizada em 08/08/2019 às 16h43min

Ritinha Prates registra BO contra suposto golpe virtual

Perfil que fornece conta bancária de Andradina pede doações por meio de game e até envia carta de agradecimento falsa em nome da entidade

Assessoria de Imprensa, Marcelo Teixeira
 A Associação de Amparo ao Excepcional Ritinha Prates, de Araçatuba (SP), registrou boletim de ocorrência (BO) por causa de um suposto golpe que vem sendo aplicado em nome da entidade. Por meio de um jogo virtual on line chamado Perfect World, a pessoa pede doações para a instituição, dizendo que vai repassar o valor à entidade. Informa ainda que, em contrapartida, o doador receberá o mesmo valor em criptomoeda, para comprar itens do game.
 
O caso foi informado à associação pelo funcionário público estadual do Amazonas, Victor Constantino Petretski Neto, que diz ter feito, nos últimos dois meses, oito depósitos que somam R$ 3.500,00. Ele enviou à entidade uma série de mensagens com informações e imagens que indicam a existência de fraude, incluindo dois modelos de carta de agradecimento, com o logotipo da Ritinha Prates e a assinatura falsa em nome de um integrante do conselho da instituição, além de um comprovante de depósito bancário no valor de R$ 1 mil. O depósito foi feito para um cliente de uma agência bancária de Andradina (SP).
 
"Eu printei as conversas que mantive com essa pessoa em um grupo de mensagens de mais de 150 jogadores do game, autentiquei tudo em cartório e fiz um BO aqui em Manaus", diz Petretski. Ele também afirma que participa dos jogos há dois meses, mas sabe de pessoas que jogam e fazem doações há mais de um ano. "Tem gente que já fez doações de R$ 10 mil, e não desconfiam de nada. Percebi que algo estava errado quando notei que ele não tem licença pra comercializar o jogo e não emite nota fiscal das compras. E a forma que ele encontra de sensibilizar as pessoas a não pedirem nota fiscal é justamente argumentar que se trata de doação", explica o servidor público.

 
Providências
 
         Além do BO, a associação estuda a possibilidade de acionar judicialmente ao suposto golpista, e divulgou um comunicado explicando a situação. A instituição informa que não faz campanha de arrecadação por meio de jogos virtuais, e que todas as ações da entidade com essa finalidade são devidamente divulgadas por meio do site e das nossas redes sociais. "Estamos chocados. É um absurdo que alguém explore a boa vontade alheia, e faça isso se valendo do nome de uma entidade séria como a Ritinha Prates, que realiza um trabalho de referência há mais de quatro décadas", afirma a presidente da Ritinha Prates, Maria Aparecida Nascimento Xavier.
 
A preocupação de Cida – como é mais conhecida –, vai além do golpe. "Por si só, a situação é extremamente grave, mas o estrago é maior do que se imagina, pois episódios como este tendem a deixar atuais e possíveis doadores receosos. Ou seja, a nossa arrecadação pode diminuir por causa desse golpe". Cerca de 55% das receitas da Ritinha Prates vêm por meio de repasses do SUS (Sistema Único de Saúde), sendo que os outros 45% são arrecadados por meio de doações e eventos.  
 
 "É um cinismo, um crime mesmo sem tamanho alguém usar a Ritinha Prates como fachada para aplicar um golpe desses em gente de boa-fé, prejudicando os doadores, a entidade e os seus usuários", finaliza Petretski.
 
A Entidade
 
Sem fins lucrativos, a Associação de Amparo do Excepcional Ritinha Prates existe há 42 anos trabalha na área da saúde e inclusão social, por meio do Hospital Neurológico Ritinha Prates (HNRP), com a prestação de serviços especializados a pessoas com deficiências neurológicas profundas e irreversíveis. Atualmente, atende 61 usuários internos. A entidade também é a mantenedora do Centro Especializado em Reabilitação III – Ritinha Prates (CER III Ritinha Prates), que presta cerca de 500 atendimentos por mês.
 
Reconhecida pela gestão séria e profissionalizada, entre os valores da associação, que atende exclusivamente por meio do SUS (Sistema Único de Saúde), usuários de 40 municípios vinculados ao DRS-2 (Departamento Regional de Saúde), está o tratamento humanizado, além do respeito a conceitos éticos, morais, ambientais e filantrópicos.
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