19/07/2018 às 08h36min - Atualizada em 19/07/2018 às 08h36min

Dona Deva – O que aprender com essa história?

Júnior Borges, especial para o AtaNews
Foto: Reprodução
Recentemente nossa cidade ficou chocada (no bom sentido) com a honestidade da Sra. Devanir. Para quem não está por dentro, Dona Deva tem o “estranho costume” de devolver as coisas que acha aos seus donos. Nesta última situação ela foi além, priorizou o próximo em detrimento de seus interesses pessoas: Ao encontrar um boleto com dinheiro jogado no centro de Araçatuba, ela enfrentou uma grande fila para pagá-lo perdendo o horário de atendimento do cartório que era seu destino.

 Merece nosso respeito? Sem dúvida! Deve ter seu mérito reconhecido? Óbvio! Devemos nos chocar com esse costume? Humm...aí complica. Por que nos chocamos com esse comportamento? Isso ocorre porque há a quebra de uma lógica ridícula que muitos formam desde criança observando os pais. A lógica de extrair vantagem em qualquer oportunidade. Daí pensamos: “Ora, se o dinheiro achado faria grande diferença na vida SIMPLES que ela levava, o mais coerente seria usá-lo”. Afinal, diz o ditado popular: “Achado não é roubado, quem perdeu foi relaxado. ”

 Pergunto: Você se surpreende com alguém que NÃO bate na mãe? P. ex., imagine a notícia: Fulano passou a vida sem dar uma tapa na cara da mãe. Por que você não se surpreende com esse fato? Porque é NATURAL que uma pessoa NÃO bata na mãe. Então, por qual razão nos impressionamos quando alguém devolve o que não é seu? Porque deveria, mas não achamos natural! Já passamos da hora de naturalizar isso. O que deve nos causar estranheza é o fato da pessoa ficar com algo que não é seu.

 Parece algo banal, mas um conjunto de distorções como essa resulta na famigerada inversão de valores. Começamos a encontrar justificativas injustificáveis para atos desprezíveis e acabamos em uma sociedade medíocre e hipócrita que julga o que é certo ou errado conforme o que lhe convém.


 

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