05/12/2018 às 15h05min - Atualizada em 05/12/2018 às 15h05min

Petição que pede justiça para cadela morta no Carrefour ultrapassa 1,6 milhão de assinaturas

O caso repercutiu em todo o país, revoltando a população e levando internautas a assinarem a petição como forma de exigir justiça.

ANDA - Agência de Notícias de Direitos Animais
Foto: Reprodução
A petição online criada para pedir justiça para o caso da cadela morta no Carrefour de Osasco, em São Paulo, tem alcançado um grande número de assinaturas. Até o fechamento desta matéria, foram registradas mais de 1,6 milhão de adesões ao abaixo-assinado. A cadela – inicialmente divulgada como um cão macho, sendo depois confirmado que tratava-se de uma fêmea – foi morta por um segurança do supermercado. Imagens de uma câmera de monitoramento confirmaram a agressão que levou o animal à morte. O caso repercutiu em todo o país, revoltando a população.

O texto do abaixo-assinado solicita que o responsável pela morte do animal seja preso e que a empresa responda judicialmente por orientar funcionários a “se livrar do animal de maneira cruel”.

‘O cachorro foi agredido, não há nenhuma dúvida’
Na companhia da ativista Luísa Mell, o procurador de Justiça e deputado estadual Fernando Capez esteve nesta terça-feira (4) na delegacia e no supermercado para buscar mais informações sobre o caso. “O cachorro foi agredido, não há nenhuma dúvida. Teve hemorragia interna e teve hemorragia externa com sangramento. Demorou demais para atender, morreu também pela omissão de socorro. A abordagem não foi adequada e tem que ser investigada, administrativamente, criminalmente e civilmente pelo Carrefour”, disse Capez, que reforçou que a o animal foi “mal atendido pelo centro de zoonoses, que demorou para chegar, e o corte foi muito profundo”.

Capez lembrou ainda que o crime é de menor potencial ofensivo e que, por isso, o agressor não será condenado à prisão. O jurista relevou também que além das imagens da câmera que já foram entregues à polícia e divulgadas à sociedade, há outras imagens a serem vistas de uma câmera que ainda precisa ser apreendida. Na ida ao supermercado e à delegacia, Capez encontrou uma testemunha do crime que se comprometeu a prestar depoimento sobre o caso. “Entrevistamos uma pessoa que socorreu o cachorro e viu o corte profundo”, afirmou.

Luísa também se posicionou sobre o crime de maus-tratos. Ela afirmou que quer justiça e contou ter pedido ao Carrefour que treine os funcionários de todas as lojas do país para que casos como esse não se repitam, além de ter solicitado que a empresa se comprometa em ajudar financeiramente ONGs de proteção animal. “Não vai ficar impune. A gente já cobrou do Carrefour também, que eles não podem ressuscitar esse animal, mas eles podem ajudar milhares de outros”, disse.

Entenda o caso
Uma cadela morreu, após ser brutalmente agredida no Carrefour de Osasco (SP), na última quinta-feira (29). Relatos de que um funcionário da empresa, da área de segurança, agrediu o animal foram confirmados por imagens de uma câmera de monitoramento. Há, também, a suspeita de que ele tenha sido envenenado.

Havia uma expectativa de que um laudo determinasse a causa da morte do animal. No entanto, o corpo do cachorro foi cremado, o que fez com que ficasse difícil comprovar se ele sofreu agressões ou foi envenenado. Segundo informações da Folha de S. Paulo, o responsável por cremar o cachorro foi o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) do município, que alega ter tomado tal providência por não ter, no momento do resgate do animal, informações sobre os maus-tratos, mas apenas a versão de que o cão havia sido atropelado.

Relatórios sobre o atendimento do animal apontam sinais de envenenamento, segundo o delegado Bruno Lima, eleito deputado estadual pelo PSL, e que está acompanhando a investigação sobre o caso.
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