07/06/2019 às 09h38min - Atualizada em 07/06/2019 às 09h38min

Obesidade: Uma Epidemia

Foto: Divulgação
Em função do ritimo acelerado da vida moderna, as pessoas não estão tendo tempo para se cuidar levando ao sedentarismo e a uma alimentação errada.  Por isso o aumento da prevalência do sobrepeso e da obesidade vem se tornando uma preocupação de saúde pública cada vez maior tanto nos países desenvolvidos como nos países em desenvolvimento. Esse fator de risco é associado a problemas de saúde física e mental, tais como diabetes mellitus, doenças crônicas do coração, cegueira, ansiedade, depressão entre outras. Estima-se que a prevalência de obesidade na população brasileira acima de 18 anos residente nas capitais subiu de 12% em 2006 para 19% em 2016. Ou seja, um crescimento de 60% em uma década. Indicadores do Ministério da Saúde mostram que, nos últimos 10 anos, a prevalência da obesidade no Brasil aumentou em 60%, passando de 11,8% em 2006 para 18,9% em 2016. O excesso de peso também subiu de 42,6% para 53,8% no período. Hoje mais da metade dos brasileiros é obeso.

- A meta da Organização Mundial da Saúde (OMS) é reduzir a inatividade física em 15% até 2030, em todo o mundo.

- Segundo pesquisa da OMS em 2018, o número de pessoas que faziam atividades insuficientes totalizava 1,4 bilhão de pessoas no mundo.

- Acredita-se que um em cada cinco adultos e quatro em cada cinco adolescentes não praticam atividade física de forma suficiente

- As enfermidades devido ao sedentarismo são responsáveis por 71% de todas as mortes no mundo, incluindo as mortes de 15 milhões de pessoas por ano entre 30 e 70 anos. 

- A inatividade física custa cerca de US$ 54 bilhões em todo o mundo em assistência médica direta, dos quais 57% são incorridos pelo setor público.

TIPOS DE OBESIDADE:

Obesidade metabólica: Onde o componente principal não é a ingestão alimentar excessiva, mas sim um distúrbio metabólico de base , que atua na gênese e/ou manutenção do quadro.

Obesidade alimentar: Somática; quando o excesso de tecido adiposo deve-se ao elevado consumo de calorias frente aos gastos de energia.

Psicossomática; quando o excesso de tecido adiposo deve-se à ingestão alimentar com elevado teor calórico frente ao gasto de energia, decorrente de questões emocionais.

Obesidade induzida: Neurológica;quadro resultante de lesão do núcleo ventromedial do hipotálamo, com perda da regulação fisiológica do sistema fome- saciedade; há hiperfagia, queda na taxa metabólica, descontrole autonômico e deficiência do hormônio do crescimento.

Endocrinológica: devido a doenças endocrinológicas como o hipotireoidismo, hipoparatireoidismo e deficiência do hormônio do crescimento.
 
Farmacológica: quadro desencadeado pela utilização de fármacos que podem atuar aumentando a fome, agravando a resistência insulínica, aumentando a deposição de gordura ou reduzindo o metabolismo basal.

Sindrômica: quando a obesidade acompanha uma síndrome congênita.

É de extrema importância devemos  trabalhar a conscientização das pessoas para esse grave problema que pode causar várias enfermidades. Para motivar todos a cultivarem uma qualidade de vida melhor com a alimentação, hidratação, atividade física regular e importantes horas de sono.

Fazer com que cada pessoa comece a se cuidar procurando um médico para um check up. Buscar orientação para uma alimentação saudável e rica em nutrientes. Iniciar atividade física adequada ao seu nivel de obesidade, de articulações e cardio vascular.

Para isso devemos incentivar as pessoas a:

-  Manter-se ativos
- Alimentar-se de maneira saudável.
- Controle o seu peso.
- Beber muita água.
- Fazer uma avaliação médica pelo menos uma vez por ano.
- Manter a comida pouco saudável fora de sua alimentação.
- Comer apenas quando sentir fome.

Além disso: Devemos despertar a atenção dos pais para o controle da obesidade infantil e do ambiente em que a pessoa convive tornando-se um formador de opinião. Pois a abesidade infantil evolui muito no Brasil em função da vida sedentária que as crianças de hoje desenvolvem. Muita tecnologia e poucas atividades recreativas e esportes.

Conclusão:

Nos últimos anos a obesidade deixou de ser um problema de saúde exclusivo apenas nos países desenvolvidos, e agora é considerada por muitos como uma pandemia. O Brasil não está imune aos efeitos da doença, mesmo em suas regiões mais pobres. A obesidade contribui para o surgimento de doenças cronicas e incapacidades, afetando a saúde e a qualidade de vida do indviduo e da sua familia. Por isso é necessário e urgente que as empresas e orgãos públicos criem programa de incentivo ao combate da obesidade através da atividade física, alimentação saudável e controle constante da saúde.

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