11/11/2020 às 10h39min - Atualizada em 11/11/2020 às 10h39min

Correios e Eletrobras serão privatizados em 2021, diz Guedes

Porto de Santos e PPSA também estão na mira; ministro se diz frustrado por não ter levado adiante nenhuma privatização em dois anos à frente da Economia

Olhar Digital
Foto: Divulgação
Durante evento na manhã desta terça-feira (10), o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que pretende privatizar os Correios, a Eletrobras, o Porto de Santos e o portfólio da Pré-Sal Petróleo (PPSA) até dezembro de 2021.


Guedes afirmou que as propostas serão enviadas ao Congresso em até 60 dias, mas evitou dar um prazo específico porque o cronograma de privatizações ainda é incerto. O objetivo, segundo ele, é levantar recursos para reduzir a dívida do país e, por consequência, fazer sobrar dinheiro para investimento em políticas públicas.


A venda dos Correios é a que está melhor encaminhada. A expectativa do ministro é que o crescimento do e-commerce no Brasil estimule o interesse dos compradores pela estatal.

"Acreditamos que será um leilão de sucesso porque as pessoas estão vendendo [mais] pela internet", disse, sugerindo que o órgão não tem sido eficiente para cumprir a demanda do comércio eletrônico.

Também nesta terça-feira, Guedes participou de um encontro promovido pela Controladoria-Geral da União (CGU) para tratar sobre desestatização. O ministro lamentou que, em dois anos de mandato, a administração do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ainda não tenha levado adiante nenhum projeto de privatização.


"Estou bastante frustrado de estarmos aqui há dois anos e não termos conseguido vender nenhuma estatal. É bastante frustrante", disse.


Guedes lembrou também que esta foi uma das promessas de campanha que ajudaram o presidente a se eleger. "O governo liberal-democrata que falou o tempo inteiro que ia privatizar, aí tem acordo político de repente na Câmara e no Senado que não deixa privatizar. Que história é essa?", lamentou.

A declaração repete o que o ministro já havia dito anteriormente, que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), teria um acordo com a oposição para travar as privatizações. O projeto de venda da Eletrobras, por exemplo, está parado na Câmara há um ano.

Em resposta à acusação, em setembro, Maia chamou Guedes de "desequilibrado". 

O calendário de privatizações previstas pelo Ministério da Economia até 2022 inclui outras 12 estatais, como o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) e a Dataprev. 
 
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