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08/09/2022 às 19h50min - Atualizada em 08/09/2022 às 19h50min

Veja o programa de governo da candidata à Presidência Vera Lucia

Candidata do PSTU priorizará enfrentamento da desigualdade

Agência Brasil
Foto: Reprodução Twitter
O programa de governo da candidata à Presidência pelo PSTU, Vera Lucia, tem por base o enfrentamento da desigualdade e da concentração de riquezas no país. Na avaliação da equipe de campanha da candidata, estas são as causas dos principais problemas vividos pela população.

“Nosso programa enfrenta a desigualdade e a concentração da riqueza nas mãos de poucos e é voltado a resolver problemas sentidos pelos trabalhadores e pelo povo pobre do país. Para isso, vamos retirar dos super-ricos”, resume a candidata.

De acordo com a equipe responsável pela elaboração do programa, ele tem como “prioridade número um” garantir comida a todos. “Enquanto o agronegócio tem safras recordes, nunca tantos brasileiros passaram fome. Isso é inaceitável porque somos um dos maiores produtores e exportadores de grãos e alimentos”, explica o coordenador político da campanha, Eduardo Almeida.

A decisão de priorizar o combate à fome tem por base dados da Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional, que atesta que, no Brasil, mais de 33 milhões de pessoas passam fome diariamente e 125,2 milhões sobrevivem “com algum tipo de insegurança alimentar”.

A solução para garantir “comida barata para os brasileiros” passa, segundo o programa, por uma “reforma e revolução agrária sob controle dos trabalhadores”. O programa aponta também como prioridade garantir emprego, renda, moradia e melhoria dos serviços públicos.

Citando dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Instituto Trata Brasil, o coordenador política de campanha de Vera Lucia diz que a falta de trabalho atinge 9,9 milhões de pessoas. Há ainda, segundo ele, 39,3 milhões de trabalhadores na informalidade; um déficit de 6 milhões de residências; 35 milhões de pessoas sem água tratada; e 100 milhões sem acesso à esgoto.

“Todos esses dados revelam a vida sofrida do povo trabalhador que produz a riqueza do nosso país, mas vive à margem dela. Essa riqueza é usurpada por um punhado de empresários, banqueiros e latifundiários que vivem de maneira luxuosa”, argumenta Almeida.

O programa prevê também “respeito aos povos indígenas e quilombolas, demarcando todas as terras e valorizando suas culturas”; além do combate à opressão e à “violência machista, racista e LGBTfóbica”.

“Somos o quinto país do mundo no ranking de violência às mulheres e o número um em assassinatos de LGBTs. Impera uma política de genocídio do povo negro, em especial da juventude, além de perseguição e violência aos povos indígenas e quilombolas”, justifica o coordenador, ao defender a preservação do meio ambiente “contra a catástrofe ambiental criada pelo capitalismo”.

O programa
Em termos gerais, o programa destaca inicialmente a situação interna do país e, no âmbito externo, sua submissão ao que é imposto por países ricos. Em seguida, defende os trabalhadores como protagonistas para a condução das políticas no Brasil.

Na sequência, apresenta o socialismo como caminho oposto “à barbárie promovida pelo capitalismo”. O programa então aponta como saída para os pequenos empresários o perdão das dívidas bancárias de micro e pequenas empresas e o apoio técnico e de crédito.

Sofia Manzano propõe descriminalização das drogas


A candidata do PCB à presidência da República, Sofia Manzano, apresentou hoje (8) suas propostas de governo para a segurança pública. Entre as medidas, publicadas nas redes sociais, está a descriminalização das drogas e fim da política de guerra as drogas, e a legalização da maconha no curto prazo. 

A candidata ainda propõe a desmilitarização completa da segurança pública e a unificação das polícias. As bases curriculares para a formação da polícia, segundo ela, deverão ser reestruturadas a partir de uma lógica democrática. 

Manzano também defende a revogação completa da Lei Antiterrorista que, de acordo com ela, visa a criminalização dos movimentos sociais; e a adoção das 16 medidas contra o encarceramento em massa do Instituto Brasil de Ciências Criminais (IBCCRIM).

Nessa quinta-feira (8), a agenda da candidata do PCB previa entrevista para Agência Estado/Estadão; caminhada pelo centro de São Paulo; participação em ato em solidariedade a Paulo Galo, ativista preso por ter incendiado a estátua do bandeirante Borba Gato; e entrevista ao Grupo MPF de rádio web do Rio Grande do Sul.
 

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