10/12/2020 às 08h56min - Atualizada em 10/12/2020 às 08h56min

Estudo revela queda no número de mães jovens em Araçatuba

Portal LR1
ORIENTAÇÃO - Nos municípios-sede, tendência é de idade maior por causa de ações preventivas; na foto, o tradicional "mamaço" ocorrido na Praça Getúlio Vargas, em 2017. ( Foto: Reprodução LR1)
Economista com 40 anos completos em 2020, uma bancária moradora do bairro Umuarama, em Araçatuba, dedica a maior parte de seu tempo à vida profissional e a aproveitar a “fase mais gostosa” de uma criança. Seu único filho hoje está com 5 anos. Corinthiano como o pai, ele gosta de futebol, corre muito e frequenta a escolinha. “Foi uma decisão nossa. Primeiro, nós nos formamos. Depois, compramos nosso apartamento, casamos e, depois, tivemos nosso filho”, conta a mãe, casada com o marido de sua mesma idade.

O exemplo que vem da zona leste da cidade revela o tipo de perfil predominante entre as mães araçatubenses. Cada vez mais, elas têm optado por serem mães não muito jovens.

Estudo da Fundação Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados) divulgado na última terça-feira mostra que, em Araçatuba, a idade média das mães, em 2019, era de 28 a 28,9 anos. A mesma média foi observada em municípios vizinhos, como Birigui, Buritama, Bilac e Guararapes.

Ao mesmo tempo, nas 43 cidades da Região de Araçatuba, o índice de mães com menos de 18 anos de idade foi de 4,3%, um dos menores do Estado, superior apenas aos das regiões de Ribeirão Preto, São José dos Campos, São José do Rio Preto, Metropolitana de São Paulo, Campinas e Capital. No total, foram 16 regiões pesquisadas.

COMPARAÇÃO

Os números de Araçatuba e região acompanham os observados em todo o território paulista, na média. “Em geral, a idade média é mais elevada nos municípios-sede de cada região e naqueles onde há melhores condições socioeconômicas. Nos municípios pequenos, o indicador apresenta oscilações conforme o número de eventos ocorridos em cada ano”, diz o relatório da pesquisa feita pela instituição de pesquisa.

Entre 2000 e 2019, o número de nascidos no Estado diminuiu de 699,4 mil para 580,2 mil, com importante mudança no perfil etário das mulheres que tiveram filho. A pesquisa mostra que a proporção de mães com menos de 20 anos caiu pela metade, de 19,5% para 10,4%, no período. Por outro lado, aumentou a parcela das mães com mais de 30 anos. Aquelas com idade de 30 a 39 anos passaram de 26% para 39,1%, no mesmo intervalo de tempo.

Conforme a entidade, o resultado é consequência de mudanças na estrutura etária populacional e no comportamento reprodutivo. A mudança na distribuição dos nascimentos segundo grupos de idade resultou no aumento de quase três anos na média de idade das mães paulistas, que passou de 25,9 a 28,7 entre 2000 e 2019.

Na capital, a média é ligeiramente mais elevada, ou seja, há maior proporção de mães em grupos com mais idade: em 2019, essa média foi de 29,1 anos, 2,5 anos a mais do que em 2000. Já no conjunto dos demais municípios paulistas, o aumento na média foi de três anos, passando de 25,7 para 28,5 anos no mesmo período. Considerando as cidades separadamente, a idade média das mães variou de 24 a 33 anos, em 2019.

Cerca de 25 mil adolescentes com menos de 18 anos foram mães em 2019. Embora essa parcela represente 4,3% do total de nascimentos e tenha caído pela metade entre 2000 e 2019, a Seade avalia que a gravidez na adolescência permanece como importante tema de estudo, já que pode trazer diversos riscos à saúde materna e do recém-nascido, bem como consequências relacionadas à educação e a questões socioeconômicas e familiares. As regiões de Itapeva e Registro apresentaram as proporções mais elevadas de mães com menos de 18 anos.

 
*matéria cedida pelo Portal LR1
 

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