01/04/2020 às 15h28min - Atualizada em 01/04/2020 às 15h28min

Projeto internacional testa os medicamentos mais promissores contra o COVID-19

CORONAVÍRUS

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Cientistas do mundo inteiro travam uma verdadeira corrida contra o relógio para encontrar tratamentos contra o coronavírus. A Organização Mundial de Saúde (OMS) está concentrando seus esforços na pesquisa de quatro medicamentos que podem se revelar eficientes para combater a pandemia de COVID-19. O órgão classifica a iniciativa como "um plano agressivo para salvar vidas".

Batizado de Solidarity (Solidariedade), o projeto consiste em um estudo clínico que envolve pesquisadores atuando de forma simultânea em 10 países. Esses cientistas vão pesquisar a eficácia de medicamentos disponíveis no mercado no tratamento de pacientes com COVID-19. O objetivo é coletar o máximo de dados no menor tempo possível. 

Todas as drogas testadas no projeto contra o coronavírus já são utilizadas para tratar outras doenças, como ebola, malária ou HIV. Esse método é mais rápido do que desenvolver novos medicamentos a partir do zero, processo que pode levar anos. Participam da iniciativa cientistas da Argentina, Bahrein, Canadá, França, Irã, Noruega, África do Sul, Espanha, Suíça e Tailândia. Ana María Henao-Restrepo, pesquisadora do Departamento de Vacinas e Produtos de Imunização Biológica da OMS, disse que em um cenário "hiperotimista" o estudo poderá gerar resultados em um mês.

Um dos medicamentos testados é o Remdesivir, criado para tratar o ebola. Testes apontam que ele tem potencial de ser usado com eficácia contra o COVID-19. A iniciativa também testa o uso da cloroquina/hidroxicloroquina, usada no tratamento da malária. A terceira opção testada é uma combinação entre ritonavir e lopinavir, usados para combater o HIV. Por último, os cientistas estudam a administração conjunta do ritonavir, lopinavir e interferon-beta, uma molécula que ajuda a controlar a inflamação e demonstrou ser eficaz em animais.

Embora alguns desses remédios possam ser encontrados no mercado, os médicos alertam que nenhum deles deve ser usado sem indicação ou supervisão médica. Já houve relatos recentes de casos de envenenamento em pessoas que se automedicaram com cloroquina, por exemplo. No Brasil, a Anvisa (Agência de Vigilância Sanitária) restringiu a comercialização do medicamento.



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