Gato morre quase um mês após ser atraído por grupo de pessoas e colocado em churrasqueira improvisada em Petrópolis (RJ)

Imagens entregues à Polícia Civil podem ajudar a identificar os suspeitos, enquanto protetores dos animais cobram uma investigação rigorosa e a responsabilização dos autores pela morte de Loki.

Por ANDA
2 Min

Queimar vivo um animal indefeso é uma das formas mais extremas de violência contra seres sencientes. Foi esse o destino de Loki, um gato de apenas oito meses que morreu na quarta-feira (22/07), após passar 28 dias internado em decorrência de queimaduras graves. Segundo seus tutores, ele foi colocado dentro de uma churrasqueira improvisada após ser atraído por um grupo de pessoas na comunidade do Gulf, em Petrópolis (RJ). O caso é investigado pela Polícia Civil.

De acordo com a família, Loki nunca havia saído de casa desde o nascimento. Na noite entre os dias 22 e 23 de junho, porém, conseguiu escapar. Os tutores acreditam que o gato foi atraído por pessoas que faziam um churrasco e, em seguida, colocado dentro de um latão utilizado como churrasqueira, onde sofreu queimaduras que comprometeram grande parte de seu corpo.

Mesmo gravemente ferido, Loki conseguiu retornar sozinho para casa mais de 20 horas depois. O estado em que foi encontrado deu início a uma corrida para salvar sua vida. Ele recebeu atendimento veterinário e permaneceu internado durante 28 dias, mas os ferimentos eram extensos e incompatíveis com sua recuperação.

Na tentativa de esclarecer o crime, os tutores obtiveram imagens de câmeras de segurança da região que, segundo eles, mostram a interação de suspeitos com o gato antes do ocorrido. O material foi entregue à 105ª Delegacia de Polícia de Petrópolis, responsável pelas investigações.

Em nota, a Polícia Civil informou que, desde que tomou conhecimento dos fatos, realiza diligências para esclarecer todas as circunstâncias do caso, identificar os responsáveis e promover sua responsabilização criminal. A corporação afirmou que não pode divulgar detalhes da investigação neste momento, mas ressaltou que crimes de maus-tratos contra animais são tratados com rigor e que a morte de Loki “não ficará impune”.


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