O jovem de 22 anos que atropelou e matou um sargento da Polícia Militar, na madrugada de quinta-feira (23), na Avenida Nove de Julho, Zona Sul de São Paulo, já havia provocado um acidente com morte em 2020, no interior paulista.
O agente pilotava uma motocicleta e foi atingido de frente pelo outro veículo, que era conduzido em alta velocidade na contramão da via. O motorista foi identificado como Bruno Yasuo Sales Shimizu, de 22 anos. Ele apresentou sinais de embriaguez e se recusou a fazer o teste do bafômetro.
Conforme apurado em 2020, quando Bruno tinha 16 anos, ele conduzia um carro que bateu na traseira de uma motocicleta na altura do quilômetro 142 da Rodovia José de Carvalho (SP-250), em Pilar do Sul (SP), cidade onde o jovem morava.
De acordo com a polícia, o motociclista, que tinha 19 anos, foi lançado na pista e morreu no local. Nenhum dos dois condutores tinha habilitação. Como era menor de idade, Bruno respondeu pelo ato infracional e não foi responsabilizado criminalmente.
Em nota a defesa do jovem disse que presta solidariedade e respeito à família do sargento e que os fatos ainda estão sendo esclarecidos. Segundo os advogados, não há, até o momento, laudo pericial que estabeleça o que efetivamente ocorreu durante o acidente.
"Bruno colabora com as autoridades e apresentará sua versão dos acontecimentos ao Juízo competente, no momento e na forma adequados, com confiança na atuação da Justiça. A Defesa continuará tratando do caso pelas vias próprias, com o respeito que a gravidade da situação exige, e permanece à disposição para os esclarecimentos que se mostrarem necessários", diz a nota.
Em relação ao acidente de 2020, a defesa afirmou que o jovem respondeu por ato infracional e que não há mais pendências judiciais relacionadas ao caso.
Acidente em SP
A vítima do acidente na capital paulista foi identificada como Fábio Ferreira de Souza. Ele foi socorrido ao Hospital das Clínicas com parada cardiorrespiratória, mas não resistiu e morreu na unidade.
O sargento da PM tinha 26 anos de serviço e estava perto de se aposentar. Atualmente, trabalhava no 2º Batalhão de Choque, mas estava de licença, segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP). Ele era casado e tinha dois filhos.
Bruno foi preso em flagrante por homicídio culposo e foi conduzido ao 14º Distrito Policial (Pinheiros), onde a ocorrência foi registrada. O carro da marca Volvo foi apreendido.
Foi apurado que, minutos antes do acidente, o homem que atropelou o PM estava em uma balada na região da Vila Olímpia, onde gastou cerca de R$ 3 mil em bebidas alcóolicas.
Três pessoas o acompanhavam no veículo: duas mulheres, que foram embora do local antes da chegada da polícia, e um homem, que foi conduzido à delegacia e liberado.
