Irmãos são mortos a tiros pela PM após perseguição e confronto em Sorocaba

Caso aconteceu na madrugada desta quinta-feira (9). Conforme o BO, jovens de 24 e 27 anos fugiram de abordagem, bateram o veículo e teriam agido como se fossem disparar contra os policiais militares, que reagiram e atiraram contra os suspeitos.

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Irmãos são mortos a tiros pela PM após perseguição e confronto em Sorocaba
Dupla estaria armada na Avenida Dom Aguirre, em Sorocaba (SP), segundo a PM — Foto: Reprodução

Dois irmãos, de 24 e 27 anos, morreram após serem baleados por policiais militares durante uma abordagem que terminou em perseguição e confronto na madrugada desta quinta-feira (9), na Avenida Dom Aguirre, no bairro Jardim Santa Rosália, em Sorocaba (SP).

Conforme apurado os jovens haviam acabado de sair de uma lanchonete na companhia da prima quando foram avistados por uma equipe de plantão da PM. Os policiais deram sinal de parada, mas o motorista desobedeceu e acelerou, dando início à perseguição por avenidas da cidade.

Segundo o boletim de ocorrência, Pablo Rikman Fernandes de Oliveira fez diversas manobras perigosas e a fuga terminou quando perdeu o controle da direção e colidiu o veículo.

A corporação ainda informou que, após a batida, ele e o irmão, Diogo Henrique Fernandes Rosa, permaneceram no carro e se recusaram a se render. Segundo a polícia, os dois estavam armados e ameaçaram atirar contra os policiais quando a mulher saiu do veículo.

Os agentes reagiram e atiraram contra o carro. Um dos irmãos não resistiu aos ferimentos e morreu no local antes da chegada do socorro médico. O segundo rapaz chegou a ser resgatado com vida por uma ambulância e foi encaminhado ao Hospital Regional de Sorocaba, mas faleceu pouco depois de dar entrada na unidade de saúde.

As armas e munições encontradas pela polícia foram apreendidas e passarão por perícia. O caso foi registrado como homicídio e morte por intervenção policial.

Ainda segundo o BO, inicialmente a prima dos irmãos disse aos policiais que os jovens costumavam andar armados por causa do pai deles ter sido vítima de um homicídio, porém, em seu depoimento formal na delegacia, ela contesta a versão inicial e a versão apresentada pela polícia, afirmando que eles não tiveram tempo de sair do carro durante a abordagem e que eles não estavam armados.

Os três policiais envolvidos na ocorrência não utilizavam câmeras corporais. Por telefone, a Secretaria de Segurança Pública explicou que o Batalhão em que os agentes trabalham não possui o equipamento.

O que diz a testemunha
Em entrevista a jovem de 20 anos que estava com Pablo e Diogo no carro e é prima dos dois irmãos, contou que, inicialmente, não perceberam que a ordem da polícia era para eles. Logo depois do primeiro sinal da viatura, os jovens teriam se assustado com os gritos dos policiais os mandando descer do veículo e por isso saíram com o carro em disparada.

"A gente escutou só o barulhinho da sirene, tanto que eu achei que eles estavam querendo ultrapassar. Aí quando escutamos que era com a gente mesmo, para parar, a gente parou no sinal. Mas como eles começaram a gritar 'desce do carro', a gente acabou que acelerou novamente", diz.

Além desse primeiro momento de contato com os policiais, a menina também relatou a hora dos tiros.

"Assim que batemos no poste e com o muro, eu peguei e abri a porta. Esperava que eles fossem sair também, mas abri a porta e me joguei, porque estava meio machucada e atordoada. Nisso os disparos já estavam acontecendo e achei que iam parar. Gritei, pedi, falei 'parem, por favor! eles não estão com nada', mas não ouviram. Só pediram para me afastar no momento, para eu não ver o que estava acontecendo. Não tiveram chance de nada", afirma.


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