05/09/2018 às 09h43min - Atualizada em 05/09/2018 às 09h43min

Grupo é denunciado pela Promotoria de Teodoro Sampaio por organização criminosa e estelionato

Investigados na Operação Loki estão presos preventivamente

MPSP
Investigados no âmbito da Operação Loki, Dário Disnar da Silva Junior, Eliane Maria de Castro Peres, Jean Felipe Barbosa Martins, Débora Souza Matos e Josiele dos Santos foram denunciados pelo Ministério Público pelos crimes de estelionato e organização criminosa. Já Jeferson Carlos Pirajá dos Reis, Márcio José de Holanda e Valdelice Soares Holanda foram acusados pelo crime de organização criminosa. Todos estão presos preventivamente.

De acordo com a denúncia, assinada pelo promotor de Justiça de Teodoro Sampaio, Valter Luciano Leles Junior, o grupo fazia parte de uma organização criminosa, estruturalmente ordenada e caracterizada por divisão de tarefas, com objetivo de obterem, direta ou indiretamente, vantagem patrimonial, mediante a prática do delito de estelionato.

Ainda segundo as investigações, os denunciados, em uma de suas ações, publicaram na internet o falso anúncio de um trator agrícola. O veículo era ofertado por R$ 30 mil. , que despertou o interesse da vítima Murilo Di Gesu. Ludibriado pelos criminosos, o homem concordou em depositar a quantia de R$ 6 mil a título de entrada. O restante seria negociado na entrega do veículo. Em seguida, a vítima recebeu ligação de pessoa identificada como Josiele, suposta responsável financeira da empresa “Positivo Veículos”.

A denúncia afirma que a vítima depositou R$ 500 para o site e realizou duas transferências eletrônicas, totalizando R$ 5.500. "Após os depósitos bancários, a vítima foi surpreendida pela incomunicabilidade dos anunciantes. Desconfiada, levou os fatos à Autoridade Policial, tendo sido registrado o respectivo boletim de ocorrência. Durante as investigações, constatou-se que as linhas telefônicas móveis (...) eram utilizadas por Dário e Eliane, respectivamente, para se comunicarem com os demais membros do grupo criminoso e com as vítimas. Realizadas interceptações telefônicas, logrou-se delinear, perfeitamente, a função que cada um dos denunciados exercia na organização criminosa", diz a Promotoria.
 
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