23/04/2021 às 12h20min - Atualizada em 23/04/2021 às 12h20min

No Brasil, mais de 16 mil pessoas tomaram doses de vacinas diferentes contra a covid-19

Pelo menos 16,5 mil pessoas receberam uma dose de cada tipo de vacina; Com uma dose de cada, pessoa não tem imunização completa

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Maior parte das pessoas que receberam doses diferentes era de profissionais da saúde (Foto: Buda Mendes/Getty Images)
Cerca de 16,5 mil pessoas no Brasil foram vacinadas com duas doses de vacinas diferentes contra a covid-19. Ou seja, elas teriam tomado a primeira dose da CoronaVac e a segunda Oxford/AstraZeneca – ou o contrário. As informações estão no Datasus, do Ministério da Saúde, e foram reveladas pela Folha de S. Paulo.

A maior parte dessas pessoas, 14,7 mil, tomara primeiro a vacina Oxford/AstraZeneca e, na hora de receber a segunda dose, foi ministrada a CoronaVac. Uma parte menor, de 1,7 pessoas, tomou primeiro a CoronaVac e, depois, a vacina Oxford/AstraZeneca.

Todos os estados brasileiros têm casos assim, com exceção de Acre e Rio Grande do Norte. Os protocolos de vacinação determinam que as pessoas recebam as duas doses do mesmo imunizante.

O levantamento feito pela Folha incluiu 3,5 milhões de pessoas, todas com a primeira dose entre 17 e janeiro e 17 de abril, que voltaram para tomar a segunda dose até 8 de abril. O rastreamento é possível porque as doses são registradas no Datasus com fabricante e número do lote.

Entre as 16.526 pessoas que tomaram uma dose de cada vacina, a maior parte é de profissionais de saúde. De acordo com o levantamento da Folha, 7 em cada 10 trocas aconteceram nessas pessoas.

Como fica a imunização?
As vacinas CoronaVac e Oxford/AstraZeneca têm tecnologias diferentes. Enquanto a CoronaVac usa o vírus inativado, o segundo imunizante usa o vetor viral não replicante, capaz de infectar células humanas, mas sem formas novos vírus.

Os dois imunizantes, inclusive, têm intervalos diferentes: a CoronaVac precisa de 28 dias entre as doses, enquanto a Oxford/AstraZeneca tem três meses de intervalo. Com uma dose de cada, a pessoa em questão não completa a imunização.

O que diz o Ministério da Saúde
À Folha, o Ministério da Saúde disse que recebeu 481 notificações de casos de vacinação com duas doses diferentes. A pasta se isentou da responsabilidade e afirmou que isso cabe aos estados e municípios.

“A pasta esclarece que cabe aos estados e municípios o acompanhamento e monitoramento de possíveis eventos adversos a essas pessoas por, no mínimo, 30 dias.”

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