10/04/2018 às 14h43min - Atualizada em 10/04/2018 às 14h43min

Pedro Gabriel, autor de 'Eu me chamo Antônio', e a slammer Luiza Romão farão bate-papo na quinta, no Sesc Birigui

Assessoria de Imprensa
A página "Eu me chamo Antônio", no Facebook, se tornou sucesso ao publicar fotos de pequenos versos com desenhos, feitos em guardanapos. Criada em 2012 pelo publicitário Pedro Gabriel, a página tem atualmente mais de 1 milhão de curtidas e deu origem a dois livros homônimos (volumes 1 e 2). 

E na quinta-feira, dia 12, o autor estará no Sesc Birigui para participar de duas atividades. A primeira é a oficina Poesia de Guardanapo, das 14h às 17h, na Sala de Múltiplo Uso 1. Unindo palavras e artes visuais, o autor mostrará que a poesia não é nenhum bicho de sete cabeças e encontra em diversos suportes, como os guardanapos e também as redes sociais, um espaço para se manifestar. A atividade é gratuita, voltada a jovens e adultos com a partir de 12 anos. Para participar, é necessário fazer inscrição pelo Portal Sesc (www.sescsp.org.br/birigui). 

À noite, às 20h, ele comanda o bate-papo Diálogos de Resistências, ao lado da escritora Luiza Romão. Eles falarão sobre suas obras e a relação entre poesia, cidade e arte urbana. O evento acontece às 20h, no Teatro da instituição. A entrada é gratuita e os ingressos começam a ser distribuídos no Sesc Birigui a partir das 19h.

Durante o encontro, Pedro comentará sobre como sua escrita influenciou crianças e jovens a experimentarem a poesia e a criatividade de maneira simples e livre. Discutirá, ainda, a forte relação de sua escrita com a cidade (física e virtual) e seu viés democrático, bem como as relações estabelecidas pela mesma na era digital.

Já Luiza Romão contará um pouco da sua trajetória nos saraus e slams (batalhas de spoken word - declamação de poemas) e compartilhará o processo de feitura de seu mais recente livro, "Sangria" (2017). Das relações com a cidade, com o linguajar urbano e a arte de rua, nasceu sua estética de enfrentamento, que tem como eixo os direitos da mulher, o combate ao machismo e à cultura do estupro. 

EXPERIÊNCIAS

Nascido em N'Djamena, capital do Chade, e filho de pai suíço e mãe brasileira, Pedro chegou ao Brasil aos 12 anos e até os 13 não formulava uma frase completa em português. A partir da dificuldade na adaptação à língua portuguesa, ele desenvolveu sensibilidade para brincar com as letras. É formado em publicidade e propaganda pela ESPM-RJ. Além dos livros "Eu me chamo Antônio" (2013) e "Segundo - Eu me chamo Antônio" (2014), também publicou e "Ilustre Poesia" (2013).

Luiza é atriz, poeta e slammer, nascida em Ribeirão Preto (SP) e vive atualmente em São Paulo. Formada em Artes Cênicas pela Universidade de São Paulo, publicou, além de "Sangria", o livro "Coquetel Motolove" (2014). No teatro, passou por coletivos como Núcleo Bartolomeu de Depoimentos, Cia Ato Reverso, Teatro Documentário e Turma 66/EAD. Além disso, pesquisa as fricções entre a palavra e o cinema.




 
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