16/12/2020 às 15h42min - Atualizada em 16/12/2020 às 15h42min

Polícia Civil detém 115 pessoas durante a operação "Anteros"

Ação foi deflagrada ontem (15) no Estado de São Paulo e outras seis unidades federativas visando a desarticular um grupo criminoso que extorquiu mais de R$ 24 milhões de vítimas

SSP
Foto: Polícia Civil
A Polícia Civil deteve 115 pessoas durante a operação "Anteros", deflagrada nesta terça-feira (15) para desarticular uma organização criminosa que extorquiu mais de R$ 24 milhões de vítimas captadas em redes sociais e aplicativos de namoro virtual.

Do total de prisões, 110 aconteceram na Capital e na região metropolitana de São Paulo e as cinco restantes nos estados do Paraná (PR), Roraima (RR), Ceará (CE) e Santa Catarina (SC). Além disto, foram cumpridos 210 mandados de busca e apreensão, resultando na apreensão de R$ 2 milhões e 12 veículos. Durante a ação também foi registrado um flagrante por tráfico de entorpecentes, com o recolhimento de 11,5 quilos de cocaína, e bloqueados R$ 5 milhões entre bens e imóveis, além de contas bancárias.

Os trabalhos foram coordenados pela Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic) de Presidente Prudente e pelo Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior 8 (Deinter 8), com apoio do Departamento de Operações Policiais Estratégicas (Dope) e demais departamentos da Polícia Civil de São Paulo e de outras seis unidades federativas - Minas Gerais (MG), Bahia (BA), PR, RR, CE e SC. Ao todo, 820 agentes foram mobilizados para a operação.

As atividades tiveram origem com a operação "Voo de Ícaro", realizada no ano de 2019 contra um grupo que atuava em estabelecimentos prisionais com a entrega de materiais com a utilização de drones. Em análise ao celular de um preso nesta ação, os agentes descobriram uma farta movimentação bancária, resultado de crimes de extorsão, estelionato, organização criminosa e lavagem de capitais.

De acordo com as investigações, que tiveram duração de um ano, os criminosos cometiam os delitos utilizando perfis falsos em redes sociais e aplicativos de namoro. Eles iniciavam amizades com vítimas em potencial e, depois de longas conversas, essas pessoas acabavam por mandar fotos ou vídeos íntimos que era usados, posteriormente, nas extorsões.

Ainda segundo as apurações, os crimes ocorriam desde 2014, mas as vítimas tinham vergonha de acionar a polícia e, por isso, não denunciavam os delitos.

Após os trabalhos investigativos e de inteligência da Polícia Civil paulista foi possível identificar 437 vítimas do grupo, somando um prejuízo superior aos R$ 24 milhões. Como o grupo não agia somente no Estado de São Paulo, estima-se que ele tenha feito mais de duas mil vítimas, que resultaram em uma movimentação financeira de aproximadamente R$ 250 milhões.
 
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