18/11/2020 às 09h51min - Atualizada em 18/11/2020 às 09h51min

Black Friday pode ajudar a reduzir prejuízo causado pela pandemia

Expectativa do setor varejista é superar as vendas feitas na última sexta-feira de novembro em 2019; comércio eletrônico é o mais otimista

Olhar Digital
Foto: Divulgação
Tudo em 2020 fugiu do normal. De março para cá, por causa da pandemia de Covid-19, não só a rotina da população foi radicalmente mudada, como a dinâmica da economia sofreu adaptações – e foi seriamente impactada pela crise. Mas novembro traz uma esperança de faturamento: a Black Friday vem aí.

A FecomercioSP prevê um aumento de até 3% nas vendas do comércio varejista este mês, em comparação com 2019 - puxado pelas vendas do evento, que acontecerá no próximo dia 27. Se essa previsão se confirmar, o setor pode terminar o ano com uma redução de 3%, um cenário melhor do que o previsto no início da pandemia do novo coronavírus.

Esse otimismo é compartilhado com a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm). Em uma pesquisa encomendada pela entidade e feita pela consultoria Ebit/Nielsen, o faturamento da Black Friday este ano deve superar em 27% o do ano passado, que já foi recorde para as vendas online. A previsão de faturamento do segmento é de R$ 6,9 bilhões no fim de semana da Black Friday.

O e-commerce já vê seus números crescendo há semanas, impulsionados pelas medidas de isolamento causadas pela pandemia, que forçaram os consumidores a optar mais pelas lojas virtuais. "A entrada de novos consumidores no e-commerce foi alta durante o primeiro semestre, são pessoas que já estão comprando no ambiente virtual", afirma a líder da Ebit/Nielsen, Júlia Ávila, em entrevista ao Estadão. A pesquisa ainda lista a redução da taxa de juros, o auxílio emergencial e a maior confiança dos consumidores como fatores para o otimismo do setor. 

"Apesar do ano altamente atípico, a data vem crescendo. Além disso, tivemos o ingresso de milhares de novos consumidores e 150 mil novas lojas online. É um número muito importante de consumidores com propensão a buscar ofertas", afirma o vice-presidente da ABComm, Rodrigo Bandeira, à Folha de S. Paulo.

Celulares ainda serão os produtos mais procurados, de acordo com um levantamento feito pela Provokers e encomendado pelo Google. Cerca de 38% das pessoas entrevistadas declararam sua intenção de aproveitar as promoções para trocar de smartphone. Eletrodomésticos (30%) e produtos de informática (28%) completam os mais desejados.

"Neste ano, algumas categorias aceleradas pela pandemia seguem fortes para a data, como móveis, brinquedos, games e imóveis. Por outro lado, passagens aéreas, serviços financeiros e planos de celular são as que mais perdem relevância neste ano", explica a pesquisa da Provokers.
 
 
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