08/09/2020 às 11h23min - Atualizada em 08/09/2020 às 11h23min

4 livros interessantes para quem gosta de viajar

Obras referências no mundo de viagens costumam trazer relatos autobiográficos ou fictícios dos aprendizados vividos em diferentes trajetos.

Assessoria de Imprensa
Foto: Divulgação
Viajar é um hábito tão antigo quanto o próprio ser humano. Ao longo da evolução da nossa espécie, viagens e peregrinações foram necessárias por diferentes razões: procurar comida e abrigo, desbravar territórios, conhecer novas culturas, realizar rituais religiosos ou apenas se divertir.
 
O ato de viajar pode ser sinônimo de conhecer novos lugares, mas está longe de se resumir a isso. Além de testar a nossa resistência aos imprevistos, nossa adaptabilidade a diferentes comidas, maneiras de se relacionar e visões de mundo, antes de tudo, viajar é uma peregrinação dentro de cada pessoa, um caminho sem volta de conexão consigo mesmo, que permite reconhecer limitações, qualidades e emoções.
 
Aprender a ler sinais que o universo envia, ter clareza sobre o que se quer e não acumular objetos, priorizando a felicidade, são alguns dos inúmeros ensinamentos de uma viagem. Se você é daqueles que tem vontade de viajar, mas ainda titubeia e acredita que isso não é para você, confira quatro livros que vão te fazer ter coragem de colocar a mochila nas costas e se entregar para o desconhecido.
 

Cem dias entre céu e mar

Amyr Klink é um navegador que escreveu inúmeros livros sobre algumas das viagens que fez — inusitadas e dificilmente feitas por muitas outras pessoas no planeta. Ele foi o primeiro a atravessar o Atlântico Sul a remo, em 1984, a bordo do barco IAT.
 
Este é um dos livros em que Klink narra aventuras, aprendizagens e temores vividos em suas viagens. Na história, ele conta o que viveu na travessia de mais de 6.500 km, saindo do porto de Lüderitz, na Namíbia, até a praia da Espera, no litoral da Bahia.
 
A viagem impressiona não só pela extensão, que fez Klink permanecer 100 dias no oceano, mas também pelo meio de transporte usado: um minúsculo barco a remo. A partir de relatos sensíveis e detalhados, o leitor é transportado para o coração do Atlântico, conhecendo medos, obstáculos e intuições vividos por Klink na travessia. Além das histórias inacreditáveis, o livro é repleto de ilustrações, mapas e fotos.
 
No livro, Klink relata as dores e as delícias de percorrer esse trajeto sem outra pessoa, tendo frases memoráveis como: “Se estava com medo? Mais do que a espuma das ondas, estava branco, completamente branco de medo. Mas, ao me encontrar, a afinal, só e independente, senti uma súbita calma. Era preciso vencer o medo (...) Sem dúvida, esse foi o maior risco que corri: não partir”.
 

Lugares apaixonantes pelo Brasil

A ideia do livro digital nasceu a partir do impacto provocado pela COVID-19 em comunidades tradicionais, que vivem do turismo comunitário e se encontram impedidas de trabalhar.
 
A fim de arrecadar fundos para essas comunidades e entidades do ramo, um grupo de 70 viajantes decidiu escrever o livro, com sugestões de 135 lugares para serem conhecidos no Brasil. Repleto de fotos incríveis, ele será um guia indispensável para quem quiser saciar a fome de Brasil — que só foi intensificada pela pandemia.
 
Para adquiri-lo, basta acessar o site do projeto e fazer uma doação de valor livre. O mínimo sugerido pelos organizadores são dez reais. O dinheiro será integralmente doado para entidades do turismo comunitário.
 

On The Road — Pé na Estrada

Um clássico quando o tema são viagens, o romance de Jack Kerouac, que narra a expedição de dois jovens (Dean Moriarty e Sal Paradise), saindo de New Jersey, estado situado na costa Norte dos Estados Unidos, até o litoral Oeste do país. “Prisão é o lugar onde você promete a si mesmo o direito de viver” é uma das citações mais conhecidas dessa obra, publicada em 1957.
 
A dupla literalmente atravessa o país a partir da lendária Rota 66 — famosa rodovia construída na década de 1920, que demanda, pelo menos, 51 horas para ser percorrida de ponta a ponta. No estilo clássico dos mochileiros, ambos saem carregando poucas roupas, alguns trocados, muitos sonhos e dispostos a correr diversos perigos, sem rotas planejadas.
 

A arte da peregrinação

A inovação do autor Phil Cousineau é trazer a viagem como uma peregrinação, um ato sagrado, que não é necessariamente vinculado a alguma religião. Inserido em uma perspectiva mais ampla, o autor relata algumas histórias pessoais vividas em 50 países, utilizando mitos, parábolas e citações.
 
No livro, Cousineau aborda como as viagens e o ato de peregrinar são importantes na história da humanidade, sendo um marcador da travessia de jornadas emocionais e psicológicas importantes desde os tempos primórdios.
 
Se viajar é sempre uma ferramenta de autoconhecimento, nesse livro, o autor estimula o leitor a buscar viagens mais profundas, em que possa criar a sua própria peregrinação, descobrindo o que é sagrado para si — seja um templo em Jerusalém, o estádio de futebol do seu time do coração ou o museu com as obras de seu pintor favorito.

 
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