08/04/2020 às 16h21min - Atualizada em 08/04/2020 às 16h21min

Camada de ozônio se recupera na Antártida, mas novo buraco surge no Polo Norte

PLANETA

HISTORY
Imagem: NASA/Reprodução
O buraco na camada de ozônio sobre a Antártida foi um motivo de preocupação durante décadas. Isso porque essa camada protege a Terra contra os efeitos nocivos dos raios ultravioleta, irradiados pelo Sol. Sua deterioração poderia resultar em sérias consequências. Agora, um novo estudo aponta que a situação se reverteu na região, o que animou os especialistas. Ao mesmo tempo, uma outra pesquisa observou o surgimento de um novo buraco, mas dessa vez sobre o Polo Norte.

O aparecimento desses buracos é um processo que ocorre naturalmente no polos: eles costumam aparecer e desaparecer. Mas na Antártida o buraco passou a crescer sem voltar a diminuir de tamanho. Descoberta em 1985, a anomalia preocupou os cientistas. 

A destruição da camada de ozônio resfria o ar, fortalecendo os ventos do vórtice polar, o que afeta os ventos na camada mais baixa da atmosfera terrestre. Segundo estudos, os danos na camada podem estar ligados a mudanças climáticas no hemisfério sul, refletindo no volume de chuva na América do Sul, Austrália e África Oriental. O fenômeno também teria contribuído com alterações nas correntes marítimas e na salinidade dos oceanos.

O novo estudo que aponta a redução do buraco da camada de ozônio foi publicado pela revista Nature. A pesquisa, liderada por Antara Banerjee, da Universidade de Colorado em Boulder, nos Estados Unidos, sugere que a melhora na situação se deve ao Protocolo de Montreal, assinado em 1987. O documento instituía a eliminação gradual da produção de substâncias destruidoras da camada, como os clorofluorcarbonetos (CFCs). A partir de 2000, as concentrações desses produtos químicos na estratosfera começaram a diminuir e o buraco começou a se regenerar, atingindo agora o menor tamanho em 35 anos. 

Apesar da boa nova na Antártida, um outro buraco na camada de ozônio surgiu no Polo Norte. A NASA relatou o que pode ser o maior buraco na camada de ozônio já observado na região. Em março, balões meteorológicos registraram uma queda de 90% no ozônio no centro da camada. Os pesquisadores acreditam que as temperaturas muito baixas que têm atingido o Polo Norte podem estar por trás do fenômeno, pois o frio facilita a transformação química dos elementos que reagem com o ozônio. Espera-se que o buraco volte a diminuir naturalmente, sem causar danos ao meio ambiente.
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