22/04/2019 às 09h55min - Atualizada em 22/04/2019 às 09h55min

Policial civil treina cachorra de estimação para ajudar nas investigações no interior de SP

Cachorra Atena, da raça Pastor-Belga Malinois, foi treinada durante oito meses e já atua na Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes, em Bauru.

Polícia Civil do Estado de São Paulo
Foto: Polícia Civil
”Atena, vamos. Procura”. É após ouvir os comandos do dono que a cadela, de dois anos e da raça Pastor-Belga Malinois, começa seu dia de trabalho para ajudar a Delegacia de Polícia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise) a solucionar ocorrências envolvendo drogas e armas, em Bauru, interior de São Paulo.

O dono de Atena é investigador da Polícia Civil há cinco anos, o policial contou que a ideia de adestrar o próprio animal de estimação para ajudá-lo nas operações e tarefas diárias surgiu quando ele ainda trabalhava na Delegacia de Polícia de Investigações Gerais (DIG).

Com isso, ele conta que pediu autorização para os superiores para que pudesse ele mesmo fazer os treinamentos. Autorizado, o policial passou a pesquisar por uma raça que tivesse características que facilitassem o dia a dia.

"Foi assim que cheguei na pastor-Belga Malinois, raça conhecida por ser leve, ágil, persistente e extremamente leal", afirma o policial, que prefere ter a identidade preservada.

Treinamento

Segundo o investigador, durante oito meses Atena foi treinada por ele com a ajuda de uma bolinha. Cada vez que ela cumpria a tarefa recebia o objeto como prêmio, e até hoje é assim.

Em seguida, para se familiarizar com os outros investigadores e ainda acompanhar o cotidiano da Polícia Civil, ela passou a ir três vezes por semana na delegacia e em outros dois dias a frequentar um canil para ter contato com outros cachorros.

Combatendo o tráfico

De acordo com o policial, enquanto ele trabalhava na DIG, a cadela passou a ajudá-lo nas operações. Porém, foi quando ele entrou na DISE que a busca por drogas virou rotina. Segundo ele, a nova missão tem a aproximado ainda mais os dois.

“Depois que a Atena começou a ajudar a gente na DISE, mudou o comportamento. Ela está mais feliz e satisfeita, porque passa mais tempo comigo e faz mais coisas durante o dia”, explica o investigador.

Ele conta que a primeira ocorrência de Atena foi em fevereiro de 2018, quando mãe e filho foram presos depois que a Polícia Civil encontrou três tambores enterrados com quase 50 kg de maconha no Núcleo Habitacional José Regino, em Bauru.

Depois disso, ela nunca mais parou. Com isso, ela ficou ainda mais conhecida no meio policial, já que são mais de oito casos que a cadela ajudou a solucionar em pouco mais de um ano.

Inspirando outros

Ainda de acordo com o policial, Atena está entre os quatro cachorros que têm auxiliado a Polícia Civil do estado de São Paulo nas investigações.

Todos são particulares e foram treinados pelos próprios investigadores. Dois ficam em Franco da Rocha e um terceiro em Jaú, que foi adestrado depois que a Polícia Civil do município ficou sabendo da existência de Atena.

“Me dedico porque acredito que a proposta seja uma ferramenta fundamental que auxilia no trabalho final da investigação”, acrescenta o dono de Atena.
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