03/12/2018 às 13h26min - Atualizada em 03/12/2018 às 13h26min

”Negros e brancos não são diferentes” diz haitiana cega aprovada na OAB

MBL NEWS
A imigrante haitiana Nadine Teleis chegou ao Brasil em 2013, após passar pela República Dominicana, para onde fugiu de sua terra natal após o terremoto que devastou o Haiti em 2010. Com a saúde debilitada, ficou abrigada em um ginásio com mais de 200 refugiados em Brasileia (AC), na fronteira do Brasil com a Bolívia.

“Aquele momento no abrigo foi o segundo terremoto na minha vida”, ela recorda em entrevista à BBC News Brasil.

Hoje com 35 anos, Nadine acaba de se formar na faculdade de Direito, foi aprovada no exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e está fazendo o processo para se naturalizar brasileira, com o intuito de prestar um concurso para se tornar juíza.

Com apenas 15% da visão, ela gravava todas as aulas e concluiu a graduação com a ajuda de um programa de computador que lia os livros para ela.

Quando questionada sobre ter sido vítima de racismo e xenofobia na universidade, ela preferiu não expor e disse não gostar de se ”colocar como vítima”. Minha cor é muito bonita, mas infelizmente há pessoas que acham que negros e brancos são diferentes. Essas pessoas são doentes, elas é que são as vítimas.”

Com a sua carteira da OAB em mãos, Nadine está apta a exercer a advocacia no Brasil e está em busca de oportunidades na área do direito tributário.

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