19/09/2018 às 09h41min - Atualizada em 19/09/2018 às 09h41min

Mediação de conflitos na escola: um diálogo entre família e comunidade escolar

Dr. Silvana Cordeiro Felipetto
Assessoria de Imprensa, Naves Coelho
Foto: Imagem Ilustrativa
A educação é transformadora por excelência; pelo conhecimento acumulado na relação pedagógica entre professor e aluno; e pelas experiências relacionais entre alunos, pais e comunidade escolar.

O esforço em desenvolver um projeto de mediação que traga resultados satisfatórios entre gerações, impõe-se com a abordagem de aprendizagens social e ética, as quais devem ser ensinadas em seu ambiente familiar, perpassando o ambiente escolar com o aprimoramento das noções de cidadania. Sendo imprescindível que todos estejam dispostos a colaborar para a realização das necessárias ações de concretização.

Contudo, estes esforços devem também envolver a área governamental, visto ser primordial que o poder público se alinhe aos esforços conjuntos de criar uma cultura de paz e valorização da educação.

A mediação iniciou-se na China, graças à essência do pensamento de Confúcio pela busca da harmonia através do equilíbrio do mundo e da felicidade dos homens. Na moral de Confúcio, o amor filial, o respeito e a reverência para com os pais, ocupam um lugar central. É na família que a criança recebe a primeira instrução e é lá que ela desenvolve os primeiros hábitos.

Assim, a filosofia de Confúcio oferece-nos uma ética, uma política e uma arte de viver, de simples compreensão: amar os outros, honrar os nossos pais, fazer o que está certo em vez de agir por interesse e respeitar a reciprocidade. Nesse sentido todos os envolvidos no processo escolar, devem ser orientados a olhar com um novo olhar a maneira de se tratar os conflitos eventualmente surgidos dentro da comunidade escolar.

Tal como a mediação lato senso, a mediação escolar é uma forma de resolução de conflitos, voluntária e confidencial, não imposta às partes em litígio. A mediação vem ganhando espaço nas escolas, em função da sua proposta de possibilitar uma mudança qualitativa na formação das pessoas. Visa capacitar as crianças de hoje, adultos de amanhã, da importância de saberem e conseguirem, por si e entre pares, gerir e resolver os diferentes com que se deparam de forma pacífica, cooperativa e definitiva, através do diálogo, compreensão e respeito absoluto pelos interesses e necessidades das partes envolvidas.

Para a gestão e solução de conflitos nas escolas por mediação, a facilitação do diálogo e formação de mediadores escolares são pilares de fundamental importância. Uma vez formados mediadores dentro do âmbito escolar, temos instrumento suficiente para agir e efetuar as mudanças que se fizerem necessárias caso a caso.

Desse modo, as questões geradas uma vez dialogadas e esclarecidas através de um processo de mediação, têm infinitamente mais chances de alcançar um resultado satisfatório para ambas as partes do que se executadas através de decisões unilaterais tomadas por uma das partes ou mesmo imposição da escola ou do poder público em relação ao estudante.

Nesta busca de novos caminhos, impõe-se repensar o sistema educacional, incluindo a formação dos professores, equacionando as regras orientadoras do seu funcionamento e as regras sobre a boa convivência entre os distintos atores da comunidade escolar.

O desenvolvimento da empatia no ambiente familiar e educacional é fundamental para formação do indivíduo. Quando preocupado com as questões afetas a cidadania e o propósito de pacificação social, ensinamos aos envolvidos habilidades que privilegiam o diálogo nas escolas e nas comunidades.
 
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