18/09/2018 às 10h23min - Atualizada em 18/09/2018 às 10h23min

Ribeirão Preto registra queda em casos de dengue em agosto deste ano

Registros mostram três casos em agosto de 2018, contra 25 casos no mesmo período do ano passado; queda foi de 88%

Assessoria de Imprensa
Foto: Imagem Ilustrativa
O Boletim Epidemiológico divulgado nesta segunda-feira, 17 de setembro, pela Divisão de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal da Saúde, apontou que foram registrados três casos de dengue em Ribeirão Preto em agosto deste ano, contra 25 em agosto de 2017, uma queda de 88%.

No acumulado do ano, houve crescimento de casos, de 90 para 217, uma ampliação de 141, 11%. O percentual é alto, mas ocorre sobre uma base de comparação baixa, uma vez que de janeiro a agosto de 2017 foi registrada uma queda de 99,74% sobre o período anterior, passando de 34.985 registros para apenas 90 casos. Também na comparação dos primeiros oito meses de 2016 com o mesmo período de 2018 a redução registrada é significativa, de 99,38%.

Segundo o secretário municipal da Saúde, Sandro Scarpelini, os números registrados estão sob controle, mas não deixam de ser um sinal de alerta. Embora a queda seja proporcionalmente pequena, levando-se em consideração a epidemia que assolou Ribeirão Preto no início de 2016, é preciso ter consciência sobre os cuidados a serem tomados.

“É preciso dar continuidade às intervenções contra o mosquito aedes aegypti. A conscientização da população é fundamental, aliada ao trabalho que foi reforçado com limpeza, orientações e palestras para bloquear o avanço das doenças que ele transmite”, disse o secretário.

Para o desenvolvimento deste trabalho, o Departamento de Vigilância em Saúde conta com equipes especializadas no combate a endemias que atuam em toda a cidade, durante todo o ano, desenvolvendo o trabalho de identificação de criadouros, eliminação e conscientização da população, fundamentais para manter a doença sob controle.

Para isso, diante da necessidade de se compreender as situações de riscos que cada caso suspeito ou positivo de dengue/zika vírus/febre chikungunya notificados representam, são realizadas reuniões de estudos quinzenais entre os técnicos das Divisões de Vigilância Ambiental em Saúde, Vigilância Epidemiológica e Vigilância Sanitária, no sentido de  promover ações articuladas, propiciando um  adequado enfrentamento do problema, identificando os setores prioritários  para implementação das  ações relativas ao combate do Aedes aegypti.

Também são realizadas, mensalmente, reuniões com representantes da Sucen-regional, Grupo de Vigilância Epidemiológica estadual, representantes da Secretaria da Infraestrutura e da Coordenadoria de Limpeza Urbana com o objetivo de discussão técnica e intersetorial das ações de controle.

Através da Notificação de casos suspeitos e do estudo e classificação das áreas de risco do município, são desenvolvidas as seguintes ações no combate ao aedes aegypti:

Intensificação de controle de criadouros casa a casa

Vistoria aos imóveis de uma determinada área para desenvolver ações de controle de criadouros. Esta atividade é dirigida a todos os imóveis da área urbana e dos aglomerados rurais, sendo excluídos apenas os Pontos Estratégicos. Os agentes devem orientar os moradores sobre as medidas preventivas de controle do vetor, motivar o responsável para acompanhá-lo, orientar e promover medidas de controle mecânico dos criadouros, bem como a utilização de larvicidas preconizados.

Vistorias em pontos estratégicos quinzenalmente

Imóveis que apresentam grande quantidade de recipientes em condições favoráveis à proliferação do aedes aegypti (depósitos de pneus usados e de ferro velho, oficinas de desmanche de veículos, borracharias, cemitérios e outros) ou imóveis que geralmente apresentam pequena quantidade de recipientes, porém, em função de sua atividade ligada ao transporte de mercadorias e passageiros, são de grande importância na dispersão passiva do vetor, principalmente na sua fase adulta (transportadoras, estações rodoviárias e ferroviárias, aeroportos). Nesses imóveis são realizadas pesquisas larvárias e ações de controle mecânico, e tratamento focal (tratamento interno dos recipientes não removíveis e/ou não alteráveis de posição e/ou de estrutura) com larvicida.

Realização de bloqueio de controle de criadouros/nebulização

Bloqueio de Controle de Criadouros: Consiste na visita para vistoria completa do imóvel (intra e peridomicílio) e no controle de todos os criadouros encontrados, em cada imóvel trabalhado, na área pré-definida conforme norma técnica, em função da notificação de caso suspeito ou confirmado de dengue, sendo adotadas medidas de controle mecânico, de execução possível durante a visita; tratamento focal com aplicação de larvicida em todos os recipientes que não puderam ser protegidos por medidas de controle mecânico. Deve ser realizado concomitantemente ao bloqueio de nebulização, que consiste na aplicação de inseticida de casa em casa com nebulizador portátil, a ultra baixo volume-UBV.

Vistorias em imóveis especiais bimestralmente: Imóveis com edificações não residenciais de grande porte (comerciais, industriais e públicas). As ações desenvolvidas nesta atividade consistem em vistoriar o imóvel, orientar o responsável e com este realizar medidas simples de controle mecânico. Registrar em impresso próprio entregue ao responsável outras irregularidades a serem corrigidas. É realizado também o tratamento focal com o larvicida. Em medida emergencial há possibilidade de ser utilizada a nebulização.

Atendimento de notificações espontâneas realizadas por munícipes:

Atendimento de solicitações feitas por munícipes para visita em imóveis com aparecimento de aedes aegypti. Nessa atividade é realizada orientação ao morador, controle mecânico, controle focal e, emergencialmente, nebulização.

Área de informação, educação e comunicação (iec):

- Treinamentos, exposições, palestras educativas em unidades
de ensino, empresas privadas, unidades de saúde, igrejas etc;
- Mutirões de retirada de criadouros em conjunto com associações de bairros,
- Mutirões de educação em parceria com instituições escolares, dentre outros.


Para Luzia Márcia Romanholi Passos, diretora do Departamento de Vigilância em Saúde e Planejamento, não se pode descuidar. “A população deve ficar alerta e continuar exercendo a principal forma de evitar a doença, com prevenção, ou seja, não deixar água parada nos ralos, olhar os vasos, tomar cuidado com as garrafas, que é onde o mosquito se desenvolve”, ressalta a diretora.

Paralelo ao trabalho do departamento de Vigilância em Saúde e Planejamento, a prefeitura de Ribeirão Preto promoveu uma campanha publicitária, veiculada nos meios de comunicação, para levar informação sobre os riscos de manter criadouros nas residências e locais de trabalho. Estudos apontam que 80% dos criadouros estão nesses locais.

Foram veiculadas peças em rádios, TVs e jornais, revistas, cartazes, cartilhas distribuídas à população e postsnas redes sociais. Sessenta mil sacos de pão com informes publicitários sobre a dengue chegaram às mãos dos consumidores, distribuídos pelas 60 panificadoras cadastradas pela prefeitura.
Chikungunya, zika vírus, microcefalia, febre amarela e gripe

Já para a chikungunya não houve nenhum caso confirmado em agosto deste ano. No mesmo período do ano passado, foram confirmados dois casos da doença na cidade.

Foram notificados e investigados dois casos de zika vírus em agosto de 2018. Em agosto de 2017, foram notificados e investigados 19 casos da doença, mas nenhum confirmado.

Casos de microcefalia ou outras alterações neurológicas possivelmente relacionadas à infecção pelo zika vírus não foram relatados em agosto de 2018. No mesmo período do ano passado, também não foi confirmado nenhum caso da doença.

De acordo com o levantamento, não foi registrado nenhum caso de febre amarela no mês de agosto de 2018. Em agosto do ano passado também não houve registro da doença.
Com relação à Síndrome Respiratória Aguda Grave (gripe causada pelo vírus Influenza H1N1), foram confirmados dois casos em agosto deste ano, em Ribeirão Preto.
 
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