O MDB informou nesta segunda-feira 9 que cancelou a filiação do ator e cantor Dado Dolabella, cinco dias após o anúncio de que ele concorreria à Câmara dos Deputados pelo partido no estado do Rio de Janeiro. A decisão foi tomada em meio às críticas de dirigentes partidários sobre a chegada do artista.
Na semana passada, a presidente do MDB Mulher no Rio de Janeiro, Kátia Lobo, afirmou ter recebido com “estarrecimento” a notícia da filiação de Dado, a quem chamou de “homem agressor de mulheres”. “Em pleno mês de março, conhecido por ser o ‘mês da mulher’, receber esse tipo de notícia é algo que revolta e contraria tudo o que o MDB Mulher quer passar às mulheres. Nenhuma mulher merece ser representada por quem trata a violência como espetáculo”, completou.
Em conjunta, o presidente nacional do MDB, Baleia Rossi, e o presidente do partido no estado do Rio de Janeiro, Washington Reis, afirmaram que a desfiliação do ator é uma “vitória dos emedebistas”. “A medida está alinhada ao histórico do MDB de dar voz às mulheres e de ampliar a participação feminina no partido, o único a prever em estatuto a presença delas em todos os diretórios”, diz o texto.
Dado foi condenado a 2 anos e 4 meses de detenção, em regime aberto, por agressões contra a ex-namorada e prima Marina Dolabella. Em 2010, a então esposa dele, Viviane Sarahyba, obteve medida protetiva após denunciar agressões. Ele também foi denunciado pela atriz Luana Piovani em 2008, outra que conseguiu medida protetiva contra o artista.
Em vídeo publicado nas redes sociais, o ator disse que escolheu sair da sigla “depois de refletir sobre posições que vêm sendo defendidas dentro do partido, especialmente no âmbito da bancada feminista, que hoje não se alinham com os princípios que orientam a minha atuação pública”.
