Detentos perdem saída temporária após apurações da Operação Cronos

Autoridades identificaram esquema para venda de drogas dentro de unidades prisionais

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Detentos perdem saída temporária após apurações da Operação Cronos
Autoridades identificaram esquema para venda de drogas dentro de unidades prisionais. Foto: Divulgação

Em decorrência da Operação Cronos, cerca de 40 detentos identificados pela prática de crimes ou infrações disciplinares no interior de unidades prisionais perderam o direito à saída temporária de fim de ano. Eles permaneceram isolados e foram colocados cautelarmente em regime fechado por decisão do Juízo das Execuções Criminais. Entre os delitos apurados estão integração em organização criminosa, tráfico de drogas, uso de telefone celular e consumo de entorpecentes nas dependências dos presídios. Todos responderão por faltas graves, com possibilidade de regressão de regime e perda de benefícios.

De acordo com as investigações, realizadas em atuação integrada com a Polícia Penal, integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) que cumpriam pena no regime semiaberto comercializavam drogas com outros detentos e utilizavam celulares para organizar e coordenar crimes de tráfico fora do ambiente carcerário.

Do total de envolvidos, 12 detentos também foram denunciados pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) pelos crimes de integração em organização criminosa, tráfico de drogas e associação para o tráfico. Em outras frentes da investigação, houve denúncia contra mais 20 pessoas pelos mesmos crimes, com ações penais em trâmite nas comarcas de Jales (SP), São José do Rio Preto (SP) e Votuporanga (SP).

Deflagrada pelo GAECO em 18 de novembro de 2025, a Operação Cronos identificou a existência de um esquema estruturado de venda de drogas operado por detentos no interior do Centro de Progressão Penitenciária de São José do Rio Preto.


FONTE: Comunicação Social do MPSP
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