O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, negou pedido da defesa e manteve a prisão preventiva de Alan Diego dos Santos Rodrigues, acusado de ter colocado uma bomba no eixo de um caminhão-tanque nas proximidades do Aeroporto de Brasília às vésperas do Natal, em 2022.
Ele é denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR), junto com George Washington de Oliveira Sousa e Wellington Macedo de Souza, por tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e por atentado contra a segurança de transporte aéreo. Eles tiveram a prisão preventiva decretada pela primeira vez em junho deste ano.
No dia 30 de setembro, a defesa de Rodrigues apresentou o pedido de revogação da prisão preventiva. A PGR se manifestou na segunda-feira, 6, e opinou pelo indeferimento do pedido. De acordo com a Procuradoria, a permanência do risco gerado pela liberdade de Rodrigues e a gravidade concreta das suas condutas “são suficientes para justificar a manutenção da custódia.”
Ao manter a prisão, Moraes considerou que existem indícios suficientes da participação de Rodrigues na instalação do artefato explosivo e avaliou que sua liberdade representa um “evidente risco à ordem pública”.
