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10/07/2022 às 14h08min - Atualizada em 10/07/2022 às 14h08min

Butantan cria comitê para discutir produção de vacina para varíola dos macacos

CanalTech
Instituto Butantan estuda possível produção de vacinas contra a varíola dos macacos - Foto: Ssp48/Envato Elements
Diante do aumento de casos da varíola dos macacos no Brasil, o Instituto Butantan criou um comitê técnico, formado por nove especialistas. O objetivo é acompanhar os desdobramentos do atual surto — em que já ocorre a transmissão comunitária do vírus — e estudar a produção nacional de imunizantes contra a doença.

Até quinta-feira (7), o Ministério da saúde contabilizava 142 pessoas oficialmente infectadas pelo vírus hMPXV (sigla em inglês para Human Monkeypox Vírus). Entre os estados, São Paulo é o que mais registrada casos da doença. No total, são 98.

Vale explicar que a criação do comitê foi anunciada no dia 30 de junho, em publicação no Diário Oficial do Estado de São Paulo. "Fica criado um Comitê Contingencial Técnico de Especialistas, com a finalidade de assessorar a entidade apresentando análises, estudos e propostas que tratem respeito ao assunto, objetivando, inclusive, a eventual produção de vacina contra a monkeypox pelo Instituto Butantan", detalha a entidade.

Butantan vai produzir vacinas contra a varíola dos macacos?
Por enquanto, o comitê do Butantan deve apenas assessorar o instituto para uma "eventual produção da vacina". Em outras palavras, os especialistas vão conduzir estudos e propostas sobre a viabilidade de produzir doses do imunizante contra a varíola dos macacos.

Vale lembrar que, na década de 1970, o Butantan era responsável por produzir vacinas contra a varíola (smallpox) — a única doença a ser erradica do mundo, através dos imunizantes. No entanto, a linha de produção foi descontinuada, após a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarar a doença como erradicada. Inclusive, alguns brasileiros estão imunizados contra a varíola e, por isso, tem algum grau de proteção contra o atual vírus.

No momento, o Brasil não conta com remédios antivirais e nem com vacinas — que podem ser aplicadas de forma a prevenir a infecção ou de reduzir as complicações da doença (Profilaxia Pós-Exposição). Segundo a Saúde, negociações para a compra das vacinas estão em andamento, mas não há prazo para a conclusão.

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