26/03/2018 às 12h23min - Atualizada em 26/03/2018 às 12h23min

Univesp: ensino a distância, gratuito, de qualidade e em expansão

Universidade Virtual do Estado de São Paulo lidera modelo inédito em território brasileiro, com atuação em mais de 240 polos

Governo do Estado de São Paulo
Com cerca de 35 mil alunos e uma proposta inovadora na educação, a Universidade Virtual do Estado de São Paulo (Univesp) se destaca pela expansão observada nos últimos anos. Criada em 2012, a instituição ampliou de 45 para 243 o número de polos de ensino, que oferecem cursos gratuitos de graduação em cinco licenciaturas, dois bacharelados e um curso superior de tecnologia – em parceria com o Centro Paula Souza.

De acordo com a presidente da Univesp, Maria Alice Carraturi Pereira, um dos objetivos da atual gestão é aumentar a atuação da universidade no território brasileiro. “Nos próximos anos, pretendemos atender alunos de fora de São Paulo, além de firmar novos acordos internacionais. Essas questões chamam a nossa atenção”, destaca.

Mantida pelo Governo do Estado e vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação, a instituição é credenciada pelo Conselho Estadual de Educação e pelo MEC, tendo os cursos reconhecidos pelo Conselho Estadual de Educação. O curso é realizado na modalidade Ensino a Distância (EAD), porém há eventos e provas bimestrais no polo presencial onde o aluno efetuou a matrícula.

Inclusão

O Vestibular para o 1º semestre de 2018 ofereceu 20.350 vagas, o que reforça o caráter inclusivo da Univesp e do EAD como recursos importantes de transformação da sociedade pela agilidade para atender as novas demandas do ambiente universitário.

“O maior desafio é conduzir um modelo inédito no Brasil, um projeto diferente do que se conhece como universidade”, ressalta a diretora acadêmica da Univesp, Cleide Nébias. “Para a instituição, nossa maior vantagem é ser um desafio de inovação. Em relação ao aluno, a oferta de cursos é democrática, pois possibilita flexibilidade e autonomia. Passamos por uma expansão geográfica extraordinária, com ensino gratuito e quadro docente altamente qualificado”, acrescenta.

Grande parte do curso ocorre em Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA). Trata-se de uma plataforma on-line na qual os estudantes desenvolvem atividades acadêmicas, que incluem assistir a videoaulas, acessar material didático e bibliografia das disciplinas e tirar dúvidas do conteúdo com tutores.

Os polos são espaços físicos que possuem computadores, impressoras e acesso à internet, além de promover atividades como provas, discussões em grupo e trabalhos orientados por tutores. Nas unidades, os alunos também podem solicitar serviços de secretaria acadêmica, assim como tirar suas dúvidas sobre o AVA.

Qualidade

Para o vice-governador do Estado e secretário de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação, Márcio França, a expansão da instituição representa a oportunidade para os jovens cursarem graduações no padrão das melhores universidades brasileiras. “Não importa se moram longe ou perto dos grandes centros, os polos garantem educação a distância de qualidade. A expansão é um passo para a universalização do Ensino Superior”, explica o vice-governador.

Estudante do curso de Engenharia da Computação, Allan Amaral Tori é um dos exemplos de como o modelo de EAD pode ser atrativo aos graduandos. Após se formar em Desenho Industrial pela Unesp de Bauru e em Tecnologia em Jogos Digitais pelo Senac, ele ingressou na Univesp em 2016 e demonstra satisfação com as atividades. “Claramente, é uma experiência diferente. Destaco a qualidade das aulas, que ficam bem estruturadas. Faço o meu horário e organizo minha rotina”, afirma.

“Além disso, tenho contato com os colegas por meio dos fóruns e acesso o material complementar na biblioteca virtual. Inclusive, indiquei a universidade para a minha prima, que tem filhos e não pode se deslocar muito para estudar”, revela Allan Amaral Tori.

Na avaliação da presidente da Univesp, o trabalho continua no sentido de implementar a inteligência artificial para oferecer novas formas de atender os alunos. “Queremos desenvolver outras tecnologias, com o uso de aplicativos para celular, por exemplo, uma vez que o ambiente virtual fica disponível 24 horas por dia. O mercado já entende o aluno de EAD como um profissional mais centrado e autônomo. Temos o desafio de mantê-lo motivado ao longo do curso”, diz Maria Alice Carraturi Pereira.

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