20/02/2020 às 15h18min - Atualizada em 20/02/2020 às 15h18min

Especialista discute a importância do combate ao alcoolismo

Assessoria de Imprensa, Naves Coelho
Foto: Divulgação

O Dia Nacional de Combate às Drogas e ao Alcoolismo, comemorado anualmente em 20 de fevereiro, tem como objetivo conscientizar a população sobre os danos causados pelo uso de drogas e consumo excessivo de álcool, além de incentivar os usuários a buscarem por ajuda.

De acordo com o clínico geral da Clínica Penchel, João Paulo Cimini, o consumo exagerado de álcool viabiliza a longo prazo, o surgimento de doenças e problemas como a úlcera, gastrite, esofagite, pancreatite, hepatite, cirrose hepática, hipertensão, aumento do colesterol, elevação da aterosclerose e câncer, além de problemas cardíacos e distúrbios de humor. “Apesar dos riscos, grande parte da população não atribui ao álcool o mesmo perigo conferido a outros tipos de drogas, tendo em vista que é uma substância lícita”, diz.

Dados do 3° Levantamento Nacional sobre o Uso de Drogas pela População Brasileira, coordenado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em parceria com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Instituto Nacional de Câncer (Inca) e a Universidade de Princeton, revelam que mais da metade da população brasileira alega já ter consumido bebida alcoólica alguma vez na vida. Cerca de 46 milhões informaram ter ingerido pelo menos uma dose nos 30 dias anteriores à pesquisa - realizada em 2015 -, enquanto aproximadamente 2,3 milhões de pessoas apresentaram critérios para a dependência de álcool nos 12 meses anteriores.

João Paulo explica que o álcool é a substância mais associada, direta ou indiretamente, a danos à saúde que podem levar à morte. “O álcool é perigoso justamente por ser visto como uma substância comum e inofensiva pela sociedade. As pessoas começam a beber desde cedo, e quando percebem que estão consumindo exageradamente, já é tarde demais”, ressalta.

“O álcool é uma droga psicotrópica, assim como o tabaco e o crack, ou seja, afeta os sentimentos, as atitudes e os pensamentos de uma pessoa”, explica o médico. A partir do uso de psicotrópicos, o usuário se torna dependente e desenvolve tolerância, ou seja, passa a necessitar de doses cada vez maiores. Além disso, quando interrompe o consumo, o paciente acaba sofrendo com os sintomas da síndrome de abstinência.

Para o médico, datas como essa são importantes para conscientizar a população não apenas sobre o risco do uso de psicotrópicos, mas também sobre a relevância da manutenção de um estilo de vida saudável. “Pacientes com a dependência alcoólica e que queiram se afastar do vício, devem procurar pelo auxílio médico para avaliarem que tipo de terapia deve ser adotada e ainda buscar por apoio psicológico. A investigação quanto aos sentimentos e situações que impulsionam a necessidade de beber, assim como a descoberta de novas formas de lidar com estas circunstâncias, são essenciais para o controle da compulsão. A prática diária de algum esporte ou atividade física pode garantir um maior bem-estar e um cotidiano mais leve”, conclui.

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