17/01/2020 às 16h34min - Atualizada em 17/01/2020 às 16h34min

Em coletiva de imprensa, Polícia Civil esclarece latrocínio ocorrido com advogado em Araçatuba

AtaNews
O delegado da DIG (Delegacia de Investigações Gerais), Antônio Paulo Natal, acompanhado pelos delegados Rodolfo Carlos de Oliveira e Pedro Paulo Negri em coletiva de imprensa.
Na manhã desta sexta-feira (17) a Polícia Civil esclareceu em coletiva de imprensa sobre o latrocínio ocorrido entre segunda (13) e terça-feira (14), no bairro Água Branca em Araçatuba. Foi confirmada a participação do casal composto por uma jovem de 21 anos e um rapaz de 24 anos, sendo os autores na morte do advogado Ronaldo César Capelari de 53 anos.

Segundo o delegado Antônio Paulo Natal, responsável pelas investigações, a jovem conheceu Capelari há quatro meses e possuía um tipo de relacionamento com o mesmo. Na data do ocorrido, ela o atraiu até a casa com a intenção de roubá-lo, porém o plano fugiu do controle, após seu namorado acertar dois golpes de martelo na cabeça do advogado, o que acarretou ferimentos graves e não encontraram outra alternativa, a não ser, matá-lo.

O autor do crime colocou um capuz na cabeça do advogado e o matou com diversas facadas. No local do crime, os policiais encontraram vários tipos de facas e um serrote.

O casal tentou se livrar do corpo, jogando-o no córrego Baguaçu, mas o rapaz não conseguiu carregar o corpo. Ele dispensou no córrego, apenas o celular e as mãos da vítima, por serem mais leves.

Durante depoimento, a mulher citou três jovens aleatórios como culpados, afim de proteger seu namorado e autor do crime. Porém, em um segundo depoimento, confessou que o namorado seria o responsável por matar e esquartejar o corpo do advogado.

O delegado Paulo Natal expôs surpresa diante da crueldade e frieza do casal, sendo que ambos não mostraram em nenhum momento, arrependimento sobre o crime.

Segundo a polícia, os laudos devem ficar prontos em até 30 dias.

O Caso
O advogado Ronaldo César desapareceu na noite de segunda-feira (13), quando saiu de casa com sua caminhonete, dizendo que iria para academia e desde então, não foi mais visto. O veículo foi encontrado abandonado na manhã do dia seguinte em uma estrada rural, no bairro Água Branca.

A Polícia recebeu denúncias e foi até o local, onde encontrou o corpo de Ronaldo esquartejado e dividido em três partes.

Em primeiro momento, três pessoas foram detidas. E em depoimento, negaram a participação no crime e foram liberadas.  

A polícia foi informada sobre o imóvel ser ocupado por uma jovem. A qual foi presa e confessou o crime juntamente com seu namorado, após um primeiro depoimento falso.

Segundo o delegado, a intenção do casal era apenas roubar o advogado, além de desmanchar a caminhonete e vender as peças, mas o autor ao tentar manobrar o carro em direção à garagem, acabou batendo o veículo no muro da casa, onde o crime aconteceu. 

Eles usariam a caminhonete para desovar o corpo, porém após batida, decidiram deixar o cadáver no local e abandonar o carro. O corpo da vítima então, foi esquartejado e colocado em três sacos de lixos.

O celular e R$ 200 do advogado foram subtraídos pelo casal.

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