20/09/2019 às 16h26min - Atualizada em 20/09/2019 às 16h26min

Desdobramentos na economia brasileira após a queda da Selic

Daniel Ribeiro
Assessoria de Imprensa, Naves Coelho
Foto: Divulgação
O Banco Central (BCB, BC ou BACEN) deu continuidade ontem ao ciclo de cortes de juros, optando, de maneira unânime, por diminuir a Selic (taxa básica de juros) de 6% ao ano para 5,5%. O resultado veio em linha com as expectativas de mercado. Ainda assim, a autoridade monetária afirmou que deve haver nova queda na próxima reunião, porém não determinou até qual patamar os juros podem cair.
 
“A evolução do cenário básico e do balanço de riscos prescreve ajuste no grau de estímulo monetário”, segundo o comunicado do Comitê de Política Monetária (Copom) divulgado após a reunião. “A consolidação do cenário benigno para a inflação prospectiva deverá permitir ajuste adicional no grau de estímulo”, continua a mensagem.
 
A fraca atividade econômica, a inflação sob controle e o ambiente internacional favorável, contribuíram para a decisão do Banco Central. Sem citar a alta mais recente da cotação do petróleo após os ataques na Arábia Saudita, o BACEN ponderou que o cenário “segue incerto” e que há riscos ligados a uma “desaceleração mais intensa da economia global.”
 
O Copom fez questão, entretanto, de ressaltar que a consolidação do “cenário benigno” é essencial para que haja um corte na próxima reunião. “Os próximos passos da política monetária continuarão dependendo da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos e das projeções e expectativas de inflação”, conforme anuncio.
 
“No cenário externo, a provisão de estímulos monetários adicionais nas principais economias, em contexto de desaceleração econômica e de inflação abaixo das metas, tem sido capaz de produzir ambiente relativamente favorável para economias emergentes. Entretanto, o cenário segue incerto e os riscos associados a uma desaceleração mais intensa da economia global permanecem”, acrescenta a autoridade monetária. A próxima reunião do Copom será realizada nos dias 29 e 30 de outubro.
 
Daniel Ribeiro, economista e sócio fundador da Monteverde Investimentos

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