10/09/2019 às 15h26min - Atualizada em 10/09/2019 às 15h26min

Meu filho não quer comer. E agora?

Vários motivos podem levar a criança a recusar determinados alimentos ou ainda resistir a completar as refeições. Saiba como lidar com essa recusa alimentar

Unimed
Foto: Imagem Ilustrativa
Quando o assunto é alimentação, não há um pai ou mãe que não fique com o coração apertado ao ver seu filho se recusar fazer as refeições ou até mesmo dizer que odeia este ou aquele alimento. E, mais difícil ainda é quando o bebê, que acaba de ser introduzido à alimentação, se nega a comer. O que fazer nestes casos? Forçar a criança a experimentar determinado alimento? Fazê-la comer tudo quando esta não é a sua vontade? Ameaçar tirar dela algum brinquedo ou outra coisa que goste muito, caso não aceite provar, pode ser uma alternativa? Segundo os especialistas, nenhuma dessas opções é ideal. Afinal, forçar a criança a comer pode causar problemas com consequências negativas para a vida toda. Neste caso, o ideal é oferecer o alimento várias vezes à criança e em formas diferentes, para que ela evite a rejeição, conheça e aceite o sabor dos alimentos.

Ter os pais como exemplo



Engana-se quem pensa que o paladar da criança se desenvolve apenas ao nascer. Estudos comprovam que o bebê começa a desenvolvê-lo ainda no útero da mãe, por volta da 14ª semana de gravidez. Por isso, é tão importante que a futura mamãe se alimente de maneira saudável e variada, sem descuidar depois do nascimento do bebê. Até porque são os hábitos alimentares da família que vão determinar o paladar da criança. E o exemplo dos pais à mesa é essencial. Afinal, a criança pode se recusar a comer um ou outro alimento, o que é normal, segundo os especialistas, mas, se este for um hábito dos pais, com o tempo, eles tendem a se render a ele de forma prazerosa.

Apresentação é tudo



Há várias formas de apresentar um alimento à criança. Por isso, embora pareça ser muito trabalhoso inventar formas criativas de apresentação do alimento rejeitado à criança, o resultado é compensador. Existem até metodologias para incentivar as crianças a comer, como fazer um prato bonito, colorido, improvisar “desenhos” no prato e até para crianças maiores, contar com a sua ajuda no preparo. Por exemplo, se a criança não come legumes, que tal oferecê-los num colorido omelete, ou mesmo convidá-la a preparar juntos uma saborosa torta, uma lasanha ou um delicioso sanduíche incluindo os ingredientes renegados a outros que a criança goste muito?

Orientações práticas para a criança que não quer comer



- Mantenha o hábito de fazer as refeições sempre no mesmo horário da família e em um ambiente tranquilo

- Varie os alimentos e procure oferecer preparações que agradem ao paladar infantil, como arroz colorido, tortas, bolinhos de legumes e almôndegas assadas, variações saudáveis e saborosas com ingredientes que as crianças gostam, como macarrão, batata, mandioquinha, cenoura, brócolis, etc.

- Não obrigue a criança a comer e não insista para que raspe o prato - Evite o famoso “jogo de recompensa”: só comerá a sobremesa, ganhará brinquedo, assistirá desenho, se comer tudo

- Se o pequeno recusar a refeição, não ofereça lanche ou algum alimento preferido por ele. Segundo especialistas, o ideal é deixá-lo sentir fome e novamente preparar um novo prato com a comida recusada ou aguardar a próxima refeição

- Não ofereça lanche, frutas, sucos, nem mesmo o leite materno em horário próximo das refeições

- Seja perseverante. É normal em algum momento do desenvolvimento infantil a criança se recusar a comer. O importante é identificar a causa e desenvolver novas formas de apresentação, para tornar o alimento mais apetitoso aos olhos, ao aroma e ao paladar infantil.
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