19/08/2019 às 14h45min - Atualizada em 19/08/2019 às 14h45min

O estresse pode provocar problemas de pele: saiba como identificar

Condição que atinge grande parte da população pode produzir efeitos na pele

Assessoria de Imprensa, Naves Coelho
Foto: Imagem Ilustrativa
Um dos órgãos que mais sofrem com as manifestações do estresse, é a pele. Seja por meio da acne, excesso de oleosidade ou até mesmo através de alergias e infecções mais sérias, as emoções afloradas afetam diretamente a nossa cútis. Considerado por muitos como um dos grandes males do século, o problema já atinge 90% da população mundial, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). No Brasil, 70% dos habitantes padecem com a exaustão, sendo que 30% apresentam níveis elevados de esgotamento físico e emocional.

Os problemas de pele que podem ser predispostos por estresse são a acne, herpes, dermatites, psoríase, vitiligo e dentre outros. Para a dermatologista e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD) e da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), Ana Rosa Magaldi, estar estressado pode intensificar o quadro inflamatório do corpo, promover a sensibilidade e aumentar a produção das glândulas sebáceas, o que torna o maior órgão do corpo humano suscetível ao aparecimento de patologias.

“Quando o estresse se torna crônico e frequente, ele prejudica o funcionamento do organismo e pode afetar a vida do indivíduo de várias maneiras. Uma delas é por meio da manifestação de problemas de pele, que podem prejudicar até mesmo o convívio social”, aponta Ana Rosa. Ela conta que a produção intensificada das glândulas sebáceas deixa a pele mais oleosa e os poros obstruídos, o que pode levar a eclosão da acne. O mesmo acontece com a herpes, que é causada por um vírus do próprio organismo e pode despontar em condições estressantes ou de ansiedade.

As dermatites atópica e seborreica, assim como a psoríase, também podem surgir em decorrência do estresse, cansaço e nervosismo. “As três, cada uma com as suas particularidades, são consideradas inflamações de pele, que causam coceira, vermelhidão e descamação. Apesar de também possuírem outras causas, o trio pode se desenvolver ou agravar devido a episódios de abalo psicológico”, esclarece a dermatologista.

Nestes casos, a grande preocupação é com as infecções. “Caso o paciente coce ou esfregue o local da lesão, é possível que a mesma fique contaminada. Isso acontece porque a ferida exposta pode entrar em contato com as bactérias presentes nas unhas”, alerta a médica. Ela aconselha que a procura por um médico dermatologista seja feita o quanto antes, para que seja traçado o tratamento.

Outro problema de pele recorrente de estafa é o vitiligo. Dizem, inclusive, que Maria Antonieta, rainha da França, acordou com várias manchas brancas pelo corpo no dia em que seria guilhotinada em praça pública. Sobre a doença, já se sabe que ela é autoimune, não contagiosa e pode ser provocada pelo ataque do sistema imune aos melanócitos, células responsáveis pela produção da melanina. Seu aparecimento tem muito a ver com a genética, mas, de fato, o emocional influencia muito.

Em todos os casos é indicado que o foco da tensão também seja tratado. “É preciso atuar no agente causador em conjunto com o tratamento das lesões, pois somente dessa maneira será possível resolver os problemas que surgirem na pele”, fala Ana Rosa. Ademais, a terapêutica varia de acordo com cada caso e distúrbio de pele.
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