12/08/2019 às 11h07min - Atualizada em 12/08/2019 às 11h07min

Eleições na Argentina: Esquerda pode voltar ao poder

Argentina estaria rumando para se tornar uma nova Venezuela?

MBL NEWS
Após um desempenho regular do presidente Mauricio Macri a frente do governo, o tempos de kirchnerismo podem estar voltando para assombrar os nossos vizinhos. É o que indica a vitória pronunciada do candidato de Cristina Kirchner – e de quem é vice – , Aberto Fernández, nas eleições primárias realizadas ontem (11), na Argentina.

O “blefe” do peso-real não foi suficiente para impulsionar o atual presidente argentino. Alberto Fernández teve 47,66% dos votos, e Macri 32,08%. A diferença de 15 pontos percentuais torna a reeleição cada vez mais distante para Macri.

Pane eleitoral

O sistema de apuração de votos teve “problemas técnicos” inesperados e isso aumentou a desconfiança dos partidos opositores a Kirchner: os primeiros números da apuração só foram divulgados mais de uma hora após o previsto, pois o sistema de dados teria ficado “às escuras” logo depois do fim da votação.

Cristina fora da cadeia

Cristina Kirchner enfrenta um cenário similar ao de Lula durante o governo Dilma, onde apenas um cargo político com foro privilegiado pode mantê-la fora da prisão. A ex-presidente ocupa o posto de senadora e, ao que tudo indica, passará a ocupar a vice-presidência.

O fortalecimento da esquerda deve-se também as reformas “picotadas” que foram aprovadas durante o governo Macri e não foram capazes e colocar o país de volta nos trilhos do crescimento econômico. No último ano, a moeda argentina vem sofrendo com a inflação galopante e o dia de hoje parece refletir a expectativa dos investidores quanto à volta de Kirchner: uma queda e 12,285% no peso argentino, que está equivalendo a R$ 0,0678 (fica a dica para quem pretende fazer uma viagem barata ao país).

O cenário político torna perfeitamente claro que, ainda que as soluções de Macri não tenham sido efetivas, ressuscitar a esquerda na Argentina será o passo que selará sua conversão em uma “nova Venezuela”.
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