18/07/2019 às 11h43min - Atualizada em 20/07/2019 às 11h00min

Secretaria confirma fim da epidemia de dengue em Rio Preto

Agora, número de casos volta ao esperado para este período do ano

Assessoria de Imprensa
Foto: Divulgação
Após o pico de 40.646 notificações e 31.274 casos confirmados de dengue, com 14 mortes, Rio Preto assiste a uma redução nas notificações e confirmações, o que levou a Secretaria de Saúde a anunciar, nesta segunda-feira, o fim da epidemia no município. Mesmo no período mais crítico, o índice de mortalidade registrado, de 0,04%, ficou abaixo do aceitável, que é de 0,1%, graças às ações preventivas adotadas pela secretaria.

“A epidemia chegou ao fim. Voltamos ao período de endemia, o que significa que os casos de dengue não vão acabar, mas voltar ao que se espera em anos sem epidemia”, afirmou o secretário da Saúde, Aldenis Borim.

De acordo com Borim, a epidemia, que foi a maior da história de Rio Preto, teve como fatores a circulação do sorotipo 2 da dengue, considerado mais agressivo, a falta de imunidade da população e o clima quente e chuvoso, que favorece a proliferação do mosquito Aedes aegypti. “Normalmente, esse clima vai de março até a primeira quinzena de maio, mas, neste ano, foi de fevereiro a julho”, explicou.

Prevenção

O secretário destacou a organização da secretaria para o combate à dengue e o tratamento dos pacientes. “Nossa autocrítica mostra que, ao prever a epidemia, a secretaria se organizou para enfrentá-la”, afirmou. E citou, por exemplo, a criação do Centro de Hidratação, que atendeu pacientes com dengue moderada. O local permaneceu aberto de 18 de fevereiro a 31 de maio, e realizou 6.570 atendimentos.

Outra medida, voltada aos casos graves, com necessidade de internação, a pasta fez convênio com a Santa Casa, HB e AME e ampliou os leitos específicos para casos mais graves. Foram 1.200 pacientes internados e monitorados pela secretaria.

As unidades básicas de saúde também se adequaram para atender pacientes, sem haver a necessidade de enviá-los para as unidades de pronto atendimento. A secretaria ainda capacitou 800 profissionais em janeiro e fevereiro, tanto da rede pública quanto da privada, para a atenção correta à dengue.

Pela Vigilância Ambiental, a secretaria destacou a parceria com as secretarias de Meio Ambiente e de Serviços Gerais para limpezas públicas, com vistoria em 88 imóveis abandonados e a retirada de 64 toneladas de materiais inservíveis. Cerca de 500 pneus foram retirados das ruas.

O secretário destacou ainda a participação dos agentes de saúde, que participaram de mutirão aos sábados, visitando cerca de 500 mil imóveis.

Como resultado, o índice de infestação do mosquito (I.P) foi reduzido de 3,7% em janeiro para 1,8% em abril. O novo levantamento já está sendo realizado.

“O número de casos foi maior do que esperávamos, já que não podíamos prever o fator do clima. Porém, ao prevermos a epidemia, pudemos agir e reduzir seus efeitos. Não fossem essas ações, a crise epidêmica teria sido mais grave. Gostaria de agradecer a toda a sociedade pelo auxílio nessas ações”, finalizou o secretário.

Boletins

Com o fim da epidemia, os boletins da dengue serão mensais a partir de agosto. O próximo boletim será divulgado no dia 31 de julho.
 
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