07/02/2019 às 10h47min - Atualizada em 07/02/2019 às 10h47min

Maduro liberou verbas para Odebrecht após receber propina

MBL NEWS
Documentos mostram que repasses do governo venezuelano coincidiam com depósitos milionários da empreiteira feitos em paraísos fiscais

A empreiteira brasileira, Odebrecht, pagou propina ao ditador Nicolás Maduro após receber do governo venezuelano a liberação de verbas para suas obras no país. Os repasses ocorreram depois de Maduro vencer as eleições de 2013.

A investigação apontou que entre setembro e outubro de 2014, a Odebrecht, por meio de empresa de fachadas, fazia depósitos em contas na Suíça e enviava para um bancos em Dubai, tendo como beneficiários os operadores do chavismo, além da investigação ter apontado que a empreiteira teria bancado a campanha de Maduro em 2013.

A construtora brasileira teria sido paga não apenas por fundos públicos venezuelanos, mas também por recursos vindos da China e com empréstimos que o BNDES havia feito para a Venezuela, chegando a um valor de US$ 3 bilhões em contratos, isso em apenas um ano. Segundo a matéria do Estadão, essa prática ocorria desde 2011 com Hugo Chávez .

Dentre os repasses para a Odebrecht, foram solicitados a Maduro, em janeiro de 2015, mais 616 milhões de dólares e 268 milhões de euros para que os repasses fossem feitos para a empresa brasileira. Entre as obras beneficiadas desses repasses, estava o projeto do metrô, conhecido como Linha Guarenas, uma das obras da Odebrecht. Maduro aprovou o novo aporte e disse que o dinheiro viria de um ‘fundo chinês’.

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