04/02/2019 às 15h34min - Atualizada em 04/02/2019 às 15h34min

Otimismo da construção civil é o maior desde 2014

De acordo com pesquisas divulgadas em janeiro, 2019 será o ano da retomada dos investimentos imobiliários

Karoline Verri
Assessoria de Imprensa
  As expectativas das construtoras e executivos da indústria da construção civil foram otimistas em janeiro, conforme os últimos dados divulgados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), assim como pelo instituto de Sondagem da Construção FGV/Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas) e pelo Índice de Confiança da Construção (ICST).

De acordo com sondagem divulgada pela CNI, em uma escala na qual valores abaixo dos 50 pontos representam retração, o índice total de condições atuais chegou a 51,6 pontos em janeiro, ultrapassando a linha divisória dos 50 pontos pela primeira vez desde 2014. Já o índice de expectativas do setor de construção alcançou 69,7 pontos neste mês, sendo que todas as variáveis do indicador ficaram acima dos 50 pontos, mostrando o otimismo dos empresários para este ano. A expectativa com a atividade chegou a 58,4 pontos; sobre novos empreendimentos foi a 58,1 pontos; para a compra de insumos subiu para 56,4 pontos, e sobre a contratação de empregados chegou a 56,1 pontos. Com isso, a intenção de investimentos pela indústria da construção chegou a 38 pontos, o melhor resultado desde janeiro de 2014.

Para o presidente do Sinduscon OESP (Sindicato da Indústria da Construção Civil da Região Oeste do Estado de São Paulo), Aurélio Luiz de Oliveira Júnior, a sondagem do mês passado trouxe indicadores que devem se traduzir em números positivos para o setor ao longo de 2019. "A carteira de contratos das empresas melhorou bastante ao longo de 2018 e começa o ano em alta, o que explica a percepção mais favorável referente ao ambiente corrente de negócios", comenta Oliveira Júnior.

Para o empresário Rafael Ferreira, que é diretor do Sinduscon OESP, é difícil avaliar objetivamente o cenário atual, fornecendo número relativos a investimentos e criação de postos de trabalho no setor, mas, os dados referentes à economia e incentivos para o setor permitem projeções positivas. "Para que o panorama de fato mude, e o nosso otimismo seja convertido em realizações, dependemos de três fatores. O primeiro deles já está feito, que é a nova lei do distrato (aprovada em dezembro do ano passado) que ajuda as incorporadoras, pois passamos a ter segurança jurídica; o segundo é a geração de emprego em todo o país, pois a roda tem que girar, as pessoas precisam de dinheiro para comprar imóveis; por fim, para que investidores confiem no governo e façam investimentos, eles aguardam as reformas, tão necessárias para que a economia do país equilibre as contas, como a da previdência, finalmente saiam do papel. É preciso que essas situações de fato se concretizem; antes disso, devemos continuar com os pés no chão ", analisa Ferreira.



Outros dados animadores

A FGV (Fundação Getulio Vargas) divulgou que o Índice de Confiança da Construção (ICST) ficou estável em janeiro, permanecendo em 85,4 pontos. Em médias móveis trimestrais, o indicador avançou 1,2 ponto, chegando à quinta alta consecutiva. Desta forma, as expectativas aproximam-se da faixa de 100 a 110 pontos, que denota otimismo moderado. Foram consultadas 556 empresas entre 3 e 23 de janeiro.

A estabilidade do ICST foi influenciada exclusivamente pela melhora da situação atual da economia brasileira. O Índice de Situação Atual (ISA-CST) subiu 0,4 ponto em janeiro, para 75,1 pontos, o maior nível desde abril de 2015 (75,5 pontos). O resultado positivo do índice veio da contribuição do indicador que mede a situação atual da carteira de contratos, que subiu 1,3 ponto, para 73,4 pontos, o maior nível desde junho de 2015 (73,9).

O Nível de Utilização da Capacidade (Nuci) do setor variou 0,1 ponto percentual, para 66,7%. O Nuci para Mão de Obra ficou estável e o Nuci para Máquinas e Equipamentos teve aumento de 0,2 ponto percentual.

O Sinduscon OESP

 O Sinduscon OESP foi fundado em 1991, abrange os 42 municípios da região administrativa de Araçatuba, e possui atualmente cerca de 30 associados, dentre empresas de obras residenciais, comerciais, industriais, habitação popular, obras públicas e privadas. As principais atribuições do sindicato são assessorar os associados em suas necessidades técnicas e operacionais de construção civil, assim como representa-los coletivamente em situações administrativas, legislativas e jurídicas, e também emitir e divulgar pareceres sobre projetos de qualquer natureza, que digam respeito, direta ou indiretamente, aos seus interesses.
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