MPSP denuncia três funcionários de empresa por ataque cibernético em Rio Preto

O Ministério Público afirma que o ataque atingiu diretamente órgãos como o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e o Hospital de Base, além de comprometer sistemas de prontuários eletrônicos e serviços de arrecadação municipal.

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Três funcionários da Empresa Municipal de Processamento de Dados (EMPRO), de São José do Rio Preto, foram denunciados pelo Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP) por supostamente utilizarem seus cargos para manipular dados e alterar sistemas de informação da autarquia com o objetivo de obter vantagens indevidas. A denúncia foi apresentada pela promotora de Justiça Ana Carolina Macri Morais em 25 de maio. Os acusados responderão, em tese, pelos crimes de associação criminosa, invasão de dispositivo informático e inserção de dados falsos em sistema de informações.

De acordo com a acusação, os denunciados teriam montado uma estrutura paralela para explorar recursos públicos em benefício de empresas registradas em nome de suas respectivas esposas. Segundo as investigações, o grupo utilizou conhecimento técnico e acesso privilegiado à infraestrutura da EMPRO para favorecer os negócios vinculados às companheiras.

Ainda conforme a denúncia, os funcionários teriam promovido um ataque cibernético interno planejado para simular a ação de hackers externos. Para dificultar a identificação dos responsáveis e a apuração dos fatos, foram utilizadas ferramentas legítimas do próprio sistema operacional. A ação resultou na criptografia simultânea de milhares de computadores e servidores da autarquia, provocando a interrupção de serviços públicos considerados essenciais.

O Ministério Público afirma que o ataque atingiu diretamente órgãos como o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e o Hospital de Base, além de comprometer sistemas de prontuários eletrônicos e serviços de arrecadação municipal. Segundo a investigação, a paralisação expôs a população a riscos imediatos e causou prejuízos significativos à administração pública.

As apurações também identificaram supostas tentativas de destruição de provas e de ocultação de rastros digitais após o início das investigações. Na denúncia, o MPSP solicitou o bloqueio de bens, veículos e ativos financeiros dos acusados e das empresas investigadas, além da fixação de um valor mínimo para reparação dos danos causados ao erário municipal.

“O crime de invasão de dispositivo informático encontra-se qualificado, uma vez que a conduta dos denunciados resultou na obtenção de dados sigilosos, na adulteração e destruição de dados e em incalculável prejuízo econômico para o erário, paralisando a infraestrutura de todo o município”, destacou a promotora Ana Carolina Macri Morais na denúncia.

FONTE: Comunicação Social do MPSP