Acusado de matar companheira grávida em 2022 não comparece ao Fórum e júri é adiado em Sorocaba

Sander Cristian de Almeida é acusado de feminicídio pelo assassinato de Talita Aparecida Costa; corpo da mulher demorou três meses para ser encontrado.

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Talita desapareceu e foi encontrada morta em 2022 em Sorocaba (SP) — Foto: Arquivo pessoal

O julgamento de Sander Cristian de Almeida, acusado de matar a companheira grávida, Talita Aparecida Costa, em 2022, foi adiado em Sorocaba (SP). A informação foi confirmada pelo advogado da família da vítima, Ricardo Rocha.

O júri estava previsto para esta terça-feira (31), mas foi adiado após a ausência de Sander.

"Não houve justificativa da ausência. O magistrado tentou entrar em contato com o presídio, entretanto, não conseguiu contato. Não há data para o julgamento", disse.

Três meses desaparecida
O caso ganhou grande repercussão na época, pois a vítima ficou desaparecida por três meses antes de seu corpo ser encontrado em uma área de mata. O réu responde por feminicídio com o agravante de motivo torpe e uso de meio cruel, sem chances de a vítima se defender.

Sander e Talita viviam em união estável e a mulher estava grávida de cinco meses quando foi morta. De acordo com a investigação, o sumiço dela foi notificado em um boletim de ocorrência em maio, e o corpo foi encontrado apenas em agosto.

A irmã da vítima, Cássia Alves, que denunciou o desaparecimento na época, desabafa sobre a dor de reviver o caso, mas diz que espera por justiça pela irmã e pelo sobrinho. "Para mim, estar revivendo tudo isso agora está sendo muito difícil. Mas estou com a certeza de que a justiça vai ser feita", desabafa.

Talita desapareceu em maio de 2022. A denúncia foi feita por sua irmã, que mora em Goiânia (GO) e estranhou a falta de contato diário com ela.

Após três meses de buscas, o corpo da vítima foi encontrado em uma área de mata no bairro Wanel Ville, na zona oeste de Sorocaba. Sander está preso preventivamente desde novembro de 2023 na penitenciária de Guareí (SP).

O que dizem os envolvidos
O advogado da família da vítima, Ricardo Rocha, reforça como o caso expõe a gravidade da violência doméstica.

"Ela estava grávida de cinco meses e foi assassinada brutalmente pelo próprio marido. [...] É fundamental destacar que esse júri acontece no Mês da Mulher. Então espero que esse caso sirva de alerta para combater a violência contra as mulheres", diz.

FONTE: G1