09/12/2020 às 14h52min - Atualizada em 10/12/2020 às 11h21min

Empreendedorismo feminino alcança patamar positivo em 2020

Especialista destaca os desafios das mulheres no mundo corporativo

SALA DA NOTÍCIA Cassiene Alves de Jesus
O empreendedorismo feminino é visto hoje não apenas como uma alternativa para as mulheres, mas sim como uma oportunidade de mercado no longo prazo. De acordo com pesquisas realizadas pelo SEBRAE, apenas em 2020, o número de micro e pequenas empresas abertas por mulheres foi de 40% superior ao mesmo período do ano passado.  Segundo o relatório Mulheres nos Negócios, da Grant Thornton, organização global de auditoria e consultoria, elas ocuparam 29% das funções de liderança em companhias de todo o mundo no ano passado, o número mais alto da história.
A liderança feminina, por exemplo, dentro das organizações vem crescendo nos últimos anos.  O fato de muitas mulheres serem mães, terem de lidar com a família, e ainda, atuarem com excelência na profissão, além de outros fatores, faz com que muitas delas obtenham uma vantagem, mas ao mesmo tempo, competitiva e vista  apenas para os homens, a facilidade de liderança.

As mulheres empreendedoras já possuem iniciativa e garra por natureza e, quando estão unidas por um propósito comum, tudo fica mais fácil. Conciliar essas características com questões interiores, que promovam o apoio e o bem estar dessas mulheres, traz perspectivas que impactam diretamente em seus empreendimentos e possibilidades de crescimento, permitindo às empreendedoras ascender além do que imaginaram.

No cenário atual, a situação já está diferente e caminhando para uma evolução maior. De acordo com um estudo da Unidade de Gestão Estratégica do Sebrae Nacional, o Brasil conta com cerca de 24 milhões de mulheres empreendedoras e com empresas ativas. O número, por sua vez, representou 34% de todos os novos negócios criados no Brasil no ano de 2018. No entanto, é evidente que ainda há muito que mudar e crescer nesse cenário.

Para Marina Ruiz, CEO da MR Finance, é muito importante que as mulheres encontrem formas de se tornarem mais confiantes em seu próprio trabalho e em seu conhecimento e experiência. “Eu, como mulher, empreendedora e empresária sinto na pele os desafios do mercado. O que aprendi é que não podemos nos deixar abalar por julgamentos. Se confiamos, ou melhor, se acreditamosverdadeiramente no nosso potencial e capacidade, vamos saber utilizar esse julgamento a nosso favor e não o contrário, como deixar que ele coloque em risco tudo o que conquistamos através do nosso esforço. Eu acredito no meu, e você, acredita no seu? É fundamental ter esse “escudo do bem” e é assim que crescemos não só como empreendedoras, mas também enquanto seres humanos. Essaatitude tem o poder de nos levar a ocupar, sim, qualquer espaço.

Ela destaca ainda que estamos em um cenário atípico, “Admiro demais e aprendo diariamente com mulheres que se dedicam ao empreendedorismo e equilibram todas as atividades que ela escolheu para si, como a casamento e a maternidade. No contexto do empreendedorismo e considerando o mercado que atuo, que é Finanças Corporativas, sem dúvidas há muito espaço para mais mulheres. Já é nítido o aumento da presença delas, diversas empreendedoras passaram e continuam passando pela MR Finance, e fico muito feliz em fazer parte da trajetória de cada uma delas!” O empreendedorismo feminino demonstra que está no auge, seja qual for o segmento e o tipo de negócio. Embora, muitas vezes, o empreendedorismo seja uma alternativa de sobrevivência, essas mulheres também são movidas pelo desejo de transformação, de superação, de experimentação e, principalmente, de realização.

Sobre Marina Ruiz
Engenheira, com mais de 10 anos de experiência em planejamento e gestão financeira, atuou em empresas de médio e pequeno porte assumindo responsabilidades e desafios em finanças corporativas. Atualmente é fundadora da MR Finance, que desde 2018 trabalha ao lado de empreendedores e startups, buscando um diagnóstico da empresa e simplificando o planejamento financeiro em seus negócios.

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