03/09/2018 às 16h59min - Atualizada em 03/09/2018 às 16h59min

Cães e gatos também doam sangue: saiba como é o procedimento

Animais precisam preencher determinados requisitos para se tornarem doadores.

ANDA - Agência de Notícias de Direitos Animais
(Foto: Reprodução / Facebook)
Não é somente com os humanos: cães e gatos também podem precisar de doação de sangue. Especialidade veterinária, a hematologia tem crescido e ganhado cada vez mais espaço, especialmente para tratar casos de anemia e neoplasias ou para atuação durante cirurgias.

Assim como os humanos, a doação entre animais precisa seguir uma série de requisitos. A mais óbvia é respeitar as espécies: gatos só doam para gatos e cachorros só doam para cachorros. Como o sistema de tipagem sanguínea animal é bastante complexo, o processo de recepção só é feito após um teste de compatibilidade, como explica a médica veterinária especialista em hematologia Camila Serina Lasta.

— Basicamente, consiste em colocar o sangue do doador e do receptor em contato para ver se há reação. Isso aumenta a margem de segurança e é feito antes de cada transfusão — explica a professora da Uniritter.

Antes da doação, o tutor do animal responde a um questionário que inclui, entre outras informações, questões como comportamento do peludo e, no caso dos gatos, se ele frequenta ou não a rua. Se for liberado, o animal faz exames físicos e laboratoriais para atestar sua saúde. Sendo aprovado em todos os testes, ele pode prosseguir com a doação.

Durante o procedimento de retirada de sangue, os animais são monitorados: têm as frequências cardíaca e respiratória aferidas e o pulso controlado.

— Se notarmos qualquer alteração, a doação é interrompida. É difícil ter problema, mas é protocolo monitorar. Os tutores nos confiam os animais para ajudar os outros, então, nosso cuidado tem que ser extremo. Nada pode acontecer — enfatiza Camila.

Por questões de segurança, os gatos precisam ser anestesiados para o procedimento. Cães só precisam ser dóceis e acostumados com a manipulação humana.

— Os tutores precisam saber que os doadores são super-heróis. Não é preciso ter medo. Só teremos as bolsas se os tutores tiverem empatia para isso — diz a veterinária.

Tutores de animais que precisam de bolsas de sangue devem consultar um veterinário clínico geral ou especialista em hematologia para obter informações de compra do material. Elas são vendidas para cobrir os gastos dos exames laboratoriais que atestam a qualidade do sangue.

Perguntas e respostas

Todo cão pode doar?

Não. Ele precisa ser dócil, pesar mais de 28 quilos e ter entre um e oito anos. Além disso, é necessário que ele esteja em bom estado de saúde e com vacinas e vermífugo em dia.

E os gatos?

Para doar, é necessário que o animal seja dócil, pese mais de quatro quilos e tenha entre um e oito anos. Ele precisa estar em bom estado de saúde e com vacinas e vermífugo em dia. Além disso, não pode frequentar a rua.

Quais cuidados após?

Terminado o procedimento, os animais recebem ração pastosa. Em casa, eles devem ficar mais tranquilos, sem fazer atividades mais extenuantes, bem como as orientações para humanos.

Quanto tempo leva e qual a quantidade coletada?

O procedimento dura menos de 10 minutos. No entanto, os exames prévios levam mais tempo. Em cães, independentemente do peso do animal, são retirados 450ml de sangue. Em gatos, a quantidade varia de acordo com o peso do felino.

Qual deve ser o intervalo entre uma doação e outra?

Conforme a veterinária Camila Serina Lasta, a literatura existente sobre o tema afirma que o intervalo entre uma doação e outra deve ser de seis semanas. Porém, ela recomenda que o procedimento seja feito a cada três ou quatro meses, tempo suficiente para o organismo se restabelecer.

Características dos doadores

Cães


Idade entre um e oito anos
Pesar mais de 28 quilos
Ter vacinas e vermífugo em dia
Comportamento dócil
Não estar sob qualquer tratamento
Não ter pulgas ou carrapatos
Fêmeas não podem estar prenhes
Preferencialmente, ser castrado


Gatos

Idade entre um e oito anos
Pesar mais de quatro quilos
Ter vacinas e vermífugo em dia
Comportamento dócil
Não estar sob qualquer tratamento
Não ter pulgas ou carrapatos
Fêmeas não podem estar prenhes
Preferencialmente, ser castrado
Necessariamente, precisa ser um gato que não vai para rua


 
Fonte: GaúchaZH

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