Gonet é contrário a Smart TV para Bolsonaro na prisão, mas sugere televisão a cabo
O chefe do MPF concordou com a oferta de assistência religiosa e com uma vistoria na Superintendência da PF
O ex-presidente Jair Bolsonaro, em 11 de setembro de 2025, durante prisão domiciliar. Foto: Sergio Lima/AFP
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, recomendou ao ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, nesta quarta-feira 14, a rejeição de um pedido da defesa de Jair Bolsonaro (PL) para instalar uma Smart TV na sala em que o ex-presidente cumpre a pena de 27 anos de prisão por liderar a trama golpista, na Superintendência da Polícia Federal em Brasília.
Gonet concordou, porém, com as solicitações para Bolsonaro receber assistência religiosa e iniciar atividades de leitura. Recomendou também acolher um pedido para um representante da Comissão de Direitos Humanos do Senado vistoriar as condições do local.
Demandar acesso a uma Smart TV, disse o chefe do Ministério Público Federal, não é razoável. “A conexão permanente à rede mundial de computadores inviabilizaria o controle sobre as proibições de acesso a redes sociais e a comunicação com terceiros não autorizados”, argumentou.
Ele reforçou ser possível acompanhar as notícias por outros meios que não comprometam as ordens judiciais ou a disciplina interna da prisão. Mencionou, por exemplo, a oferta de TV a cabo, desde que limitada a canais que “não admitam interação direta ou indireta com terceiros”. Neste caso, frisou, Bolsonaro teria de arcar com os custos.