26/07/2018 às 15h21min - Atualizada em 26/07/2018 às 15h21min

Salmourão completa neste final de semana o período de 4 meses sem chuva

"Registro das últimas precipitações foi próximo do dia 30 de março e previsão para o fim da estiagem é apenas para o mês de setembro"

Lucas Reis, especial para o AtaNews
Estiagem já prejudica pastagens e plantações por toda região. ( Foto: Lucas Reis)
O município de Salmourão chega ao final desta semana (sábado) a marca de 118 dias de estiagem. De acordo com agricultores da região, o município está sem chuvas significativas desde o último dia 30 de março, quando choveu aproximadamente 50mm e a escassez de chuvas já é sentida na vida de muitos moradores do interior paulista. Saiba mais clicando aqui!

Outra prática que se torna muito comum com o tempo seco, é a prática de queimadas e o registro de incêndios, que prejudica a respiração e aumenta o agravo de doenças respiratórias como a bronquite e a asma. Veja mais clicando neste link!

A falta de água também já começa a ser sentida em municípios vizinhos e o motivo é a redução no índice pluviométrico. Medições do Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura (Cepagri) apontam que a região teve chuvas abaixo da média nos primeiros seis meses deste ano. E a situação pode se complicar ainda mais porque o período de estiagem vai até setembro.

Com base no monitoramento que a agência faz sobre a oferta de água para cada região, a ANA criou um aplicativo de celular que informa ao usuário a situação da bacia em que ele está. Uma das ideias é que essas informações possam ser usadas pelos eleitores para terem conhecimento da real situação de cada área e possam cobrar propostas adequadas dos candidatos nas próximas eleições.

De acordo com o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), no estado de alerta, as pessoas devem umidificar os ambientes com bacias, se hidratar e evitar a prática de esportes ao livre em certas áreas, nos horários de pico.

“É um índice ruim, especialmente para quem mora em grandes cidades. Porque a atmosfera seca também deixa as mucosas secas e ficamos em contato direto com os poluentes, fica mais difícil combater os microrganismos”, afirma a meteorologista Helena Balbino.

Segundo a escala usada pela Organização Mundial de Saúde (OMS), a umidade relativa do ar ideal é de 60%. A umidade entre 60% e 30% é considerada aceitável. Abaixo de 30% e acima de 20% já representa estado de atenção. Abaixo de 20% representa estado de alerta. Quando o nível de umidade relativa do ar fica abaixo de 12%, entra em estado de emergência.


 

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