28/06/2022 às 09h42min - Atualizada em 28/06/2022 às 09h42min

Cultura e Centro de Tradições realizam Queima do Alho

PMA
Foto: Divulgação
No último domingo (26), a Secretaria Municipal de Cultura de Araçatuba, em parceria com o Centro de Tradições Culturais e com o apoio do Sindicato Rural da Alta Noroeste (Siran), realizaram a 15ª edição da Queima do Alho, no Recinto de Exposições Clibas de Almeida Prado.

A festa, que já virou tradição em nossa cidade, ganhou dois ingredientes  interessantes este ano. Foi a primeira vez que aconteceu após a Queima do Alho ser declarada Patrimônio Cultural Imaterial; e também foi a primeira vez que ocorreu de maneira solidária.

O Secretário de Governo e de Desenvolvimento Agroindustrial, Arnaldo dos Santos Vieira Filho, representou o prefeito Dilador Borges Damasceno e a vice-prefeita Edna Flor. A Secretária de Cultura, Tieza Lemos Marques, o presidente do Centro de Tradições, Luciano de Souza, e o presidente do Siran, Thomas Rocco, recepcionaram as autoridades, entre elas o Presidente da Câmara de Vereadores, Dr. Alceu Batista de Almeida Júnior, e os Secretários de Turismo, Marcelo Astolphi Mazzei, e o de Obras e Serviços Públicos, Enio Amauri Pozzetti Junior.

As autoridades presentes e os usuários e dirigentes da Casa Lar Shalon (Apae), Casa Bom Samaritano, Instituto Para Cegos Santa Luzia, União Espírita Paz e Caridade, Acrepom e artesãos puderam se deliciar com a boa comida típica dos boiadeiros e desfrutar do repertório musical interpretado pelo grupo Figueira da Viola, pela dupla Du Viola e Mirim e pela cantora Amandinha. Também teve toque de berrante e apresentação de Catira.

A locução, a cargo de Billy Branco, animou a festa e emocionou a todos, sobretudo na hora da condução da imagem de Nossa Senhora Aparecida e da homenagem ao sr. Oswaldinho Berranteiro, que está adoentado.

A festa foi registrada pela Secretaria de Cultura, que irá produzir uma sequência de três vídeos sobre a Queima do Alho e a vida dos tropeiros. 

Sobre a tradição

Os grupos de boiadeiros responsáveis pelo transporte do gado eram chamados de comitivas. Dos sete integrantes do grupo, um era responsável pela comida e, por isso, partia antes dos outros. Depois de percorrer certa distância, parava com as tralhas e preparava o almoço. Devido ao uso do alho para evitar que os alimentos estragassem, esse momento recebeu o nome de Queima do Alho. 

Assim, quando o gado passou a ser transportado por caminhões, a fim de perpetuar de alguma forma os hábitos dos boiadeiros, nasceram os circuitos da Queima do Alho, competições que colocam à prova os utensílios e a comida das diversas comitivas.

As competições chegaram em Araçatuba em 2007, por esforços de Cláudia Colli, que desde a primeira edição organiza a realização da Queima do Alho na cidade. Nas edições passadas, das competições realizadas em Araçatuba, se classificava uma comitiva para concorrer em Barretos-SP, onde surgiram os primeiros eventos relacionados a essa tradição. 








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