28/01/2022 às 13h20min - Atualizada em 28/01/2022 às 13h20min

Entenda como se programar para comprar sua casa própria

O sonho da casa própria permeia gerações e é um dos elementos mais decisivos em diversos indicadores de bem-estar, como a felicidade geral, a disposição familiar, a estabilidade financeira e o status social

Assessoria de imprensa, Michelly Nakazone
Foto: Imagem Ilustrativa
O mercado imobiliário é um dos pilares do crescimento econômico, um indicativo que auxilia na avaliação de diversos eventos sociais e financeiros, como crises, poder de compra em relação a renda média, densidade demográfica e qualidade de vida na cidade.
 
Fenômenos que acontecem nesses ambientes exercem um profundo efeito sobre o desempenho de outros segmentos, seja por conta das consequências geradas pelo mercado de imóveis ou pelos sintomas expressos nesta atividade.
 
Para o consumidor que observa a limpeza de obras, a compra da casa própria é a mais cara e mais decisiva negociação de sua vida, representando um alto valor agregado, além da possibilidade de um investimento sólido e de lenta depreciação.
 
Neste artigo, serão enumeradas as etapas para a preparação do sonho, como escolher o momento e o imóvel certo, observando a saúde das finanças pessoais e as informações mais importantes sobre o processo para o consumidor.
 
Adquirir um produto especial como esse depende do planejamento do imóvel, isto é, o estudo e avaliação das necessidades do indivíduo, do planejamento das finanças e do estudo das obrigações tributárias e legais anexas aos projetos de construção.

Planejando o imóvel

O mercado imobiliário oferece múltiplas opções de moradia, de modo a encaixar-se nas necessidades de quase todas as pessoas. Sejam famílias grandes ou pequenas, com ou sem a presença de crianças ou animais, as categorias mais comuns do setor são:
  • Casa dentro ou fora de condomínio fechado;
  • Apartamento e studio;
  • Flat (ou apart-hotel);
  • Terreno loteado dentro ou fora de condomínio. 
Em todos esses casos, as especificações de moradia são distintas e podem se adequar melhor a determinados estilos de vida ou tipos de família, avaliados em uma consultoria financeira.
 
Aspectos que devem ser considerados na escolha do tipo de imóvel são:
  • Tamanho compatível com o número de moradores;
  • Riscos físicos para crianças ou animais;
  • Possíveis restrições à pets;
  • Níveis de isolamento sonoro em relação a outras unidades;
  • Grau de privacidade em janelas e portas;
  • Segurança do imóvel;
  • Proximidade ao local de trabalho, comércio, escolas e hospitais;
  • Incidência de fenômenos naturais de alta intensidade na região.  
Por isso, pensar no imóvel desejado é o primeiro passo para realizar esse tipo de aquisição. É recomendado que o potencial comprador classifique suas necessidades em prioritárias e ideais, com base no que é levantado em:

1 - Pesquisa por região

Estude o mercado imobiliário na região em que pretende se estabelecer. O valor, tipo e tamanho dos imóveis podem variar de acordo com o tamanho da cidade, a densidade demográfica, violência urbana ou infraestrutura.
 
Locais populosos e violentos, por exemplo, enfrentam uma intensa demanda por moradia em regiões de centro e em condomínios fechados, onde a regra é ocupar o menor espaço possível com o máximo de segurança, isolamento e privacidade.
 
Assim, o valor dos imóveis pode aumentar e as ofertas por casas maiores se deslocarem para bairros mais afastados do centro. Também é importante considerar possíveis taxas de condomínio e o zoneamento da área.
 
Aspectos como coleta de lixo, instalações de portões automáticos, tratamento de esgoto e sistemas de escoamento de água fazem parte da infraestrutura básica que deve ser considerada na análise do mercado imobiliário da cidade de destino.
 
O impacto dessas características no preço do produto vai ajudar a definir o que é prioritário e quais são as condições ideais de moradia, além de estabelecer limites de orçamento mais realistas. Do mesmo modo, a pesquisa por região é um exercício de criatividade.
 
Se estabelecer em um novo bairro, principalmente quando a cidade também é nova, é uma ação que exige grande capacidade de adaptação do novo morador. O uso de ferramentas online pode ser combinado a um passeio pelo endereço das opções mais promissoras.

2 - Avaliação financeira

A avaliação financeira é outra etapa vital no planejamento da casa própria. Da escolha de materiais para construção ou reforma, até a quitação completa de toda a mobília, o orçamento para a aquisição de um imóvel deve ser detalhado. Muitos indivíduos optam pelo financiamento, uma modalidade de compra que permite o pagamento de uma entrada, representando entre 20% a 50% do valor total do imóvel, seguida da divisão do restante em parcelas mensais.
 
Esses arranjos costumam durar décadas, com parcelas que podem ser descontadas pelos próximos 35 anos, permitindo reformas residenciais. A opção viabiliza a aquisição imediata de um imóvel para aqueles que ainda não possuem a reserva necessária para tal.
 
Representando um grande facilitador para a compra de imóveis de baixo custo, o financiamento é um dos mais usados meios de pagamento neste mercado. Além dele, a oferta de bens de alto valor, como carros, são também opções de abatimento do valor.
 
Em todo o caso, é necessário levar em conta não apenas o preço do imóvel, como de todos os serviços e mercadorias acessórias a ele, como móveis, eletrodomésticos e possíveis reformas no espaço, como tratamento de pisos. Aspectos a serem considerados são:
  • Renda média mensal da família;
  • Reserva de emergência com liquidez para seis meses;
  • Média do valor deduzido de impostos e compras mensais;
  • Grau de estabilidade das fontes de renda;
  • Presença e cálculo de dívidas. 
A partir deles, os membros da família envolvidos na compra do imóvel podem definir qual é a opção mais adequada para as suas necessidades. A presença de uma reserva de emergência e a manutenção de uma margem são vitais para a estabilidade familiar.
 
Por fim, os impostos diretamente ligados ao imóvel e às taxas de serviço da rua em que está localizado devem ser incluídos no plano de despesas. O IPTU, imposto anual que pode incluir uma taxa de esgoto, é calculado de acordo com o tipo de zona.

O que citar na negociação?

Definidos os detalhes com relação ao orçamento e ao tipo de imóvel definido, o passo intermediário entre o plano e a aquisição completa da casa própria é sua negociação. Mediada por corretoras, o comprador deve atentar para os fatores como o histórico do imóvel.
 
Este trata-se do que foi realizado pelo antigo dono, para o caso de casas ou apartamentos já existentes antes da oferta de venda. O consumidor tem o direito de pedir ao corretor responsável as informações referentes a:

Dívidas de impostos e serviços

Todas as contas de água, energia elétrica, taxas de esgoto e de condomínio são guardadas e podem ser disponibilizadas ao novo comprador. Tamanha transparência previne a herança involuntária de dívidas deixadas pelo antigo morador.
 
Além do corretor imobiliário, o profissional responsável pelo condomínio pode oferecer essas informações, que também podem ser adquiridas pelo site das empresas de abastecimento, pelo fornecimento do CEP e de outros dados.
 
Em todo caso, o potencial comprador dispõe da liberdade de solicitar o histórico de cobrança do IPTU para a Prefeitura, visto que o imposto é descontado a nível municipal e pode influenciar a pintura residencial externa da área.

Zoneamento

O zoneamento representa as classificações definidas pela Prefeitura para cada rua ou bairro que pertença ao município. Além de afetar o valor do IPTU, o zoneamento estipula áreas de proteção ambiental ou espaços exclusivamente comerciais.
 
Por essa razão, conhecer a zona a qual pertence o seu bairro ou rua é essencial para a negociação do imóvel. Áreas nobres apresentam infraestrutura de melhor qualidade, mas os impostos são altos. A proximidade com parques urbanos pode afetar o valor final.

Como conquistar o necessário?

O grande desafio na compra da casa própria é a conquista do valor necessário para quitar os altos preços desse mercado, uma distância aumentada em cenários de crise. Considerando o financiamento, é recomendado juntar, no mínimo, 20% do valor do imóvel. Para saber o que e como economizar, é importante diagnosticar suas finanças e qual é a margem de investimento, ou seja, o valor que sobra da renda mensal, posto para pagar extraordinários como impermeabilização de estofado, após o abate de impostos.
 
Essa margem vai determinar a capacidade de quitar parcelas do imóvel no decorrer dos anos, por meio do financiamento. O uso de carros e outros bens de alto valor na compra do imóvel deve analisar a depreciação do item na corrosão de seu preço inicial.
 
Um método de multiplicar a margem de investimento é por meio de aplicações como a poupança, os títulos de renda fixa e os FIIs (Fundos de Investimento Imobiliário), entre outros ativos, capazes de pagar um montante mensal por volume de aporte.
 
Em todo o caso, manter a margem de liquidez da renda mensal deve ser um caminho em constante rota de crescimento, possível com a geração de valor profissional e consequentemente, aumento da renda familiar.

Conclusão

Adquirir um imóvel próprio é um avanço de grande valor para a independência financeira e a prosperidade de famílias inteiras. Um dos itens de menor volatilidade, o valor agregado dos imóveis torna este um porto seguro para as finanças pessoais.
 
O valor intangível dos imóveis advém do conforto, privacidade e da sensação de pertencimento que uma casa própria pode trazer. A aquisição ainda estimula ações contínuas de melhoria da construção, contribuindo com a infraestrutura da região.
 
Esse texto foi originalmente desenvolvido pela equipe do blog Guia de Investimento, onde você pode encontrar centenas de conteúdos informativos sobre diversos segmentos.

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