12/01/2022 às 14h16min - Atualizada em 12/01/2022 às 14h16min

Morte de lutadora campeã brasileira, aos 32 anos, por infarto desperta atenção sobre riscos de problemas cardíacos em jovens

Assessoria de imprensa, Marcelo Gomes
Médicos realizam ablação, na Hemodinâmica do IMC
A campeã brasileira de muay thai Monique Piske morreu, no último domingo (2 de janeiro), vítima de infarto, aos 32 anos, fatalidade que mais uma vez desperta a atenção para os problemas do coração que acometem cada vez mais jovens no Brasil. Segundo dados do Ministério da Saúde, entre 2010 e 2019, houve o aumento de 59% nas internações e de 9% de mortes devido infarto em pessoas de até 39 anos.
 
Os jovens cada vez mais compõem a triste estatísticas de que, a cada dois minutos, morre uma pessoa devido a uma enfermidade cardiovascular. Não só o infarto, mas arritmias cardíacas, cardiopatias e doenças congênitas levam jovens aos consultórios e hospitais. Além disso, o uso indiscriminado de medicações e drogas ilícitas são causa cada vez mais frequente de eventos cardiovasculares.
 
"A prevenção é a melhor maneira do paciente evitar ser surpreendido por estes eventos cardiovasculares", recomenda o cardiologista Thiago Cury Megid, do Instituto de Moléstias Cardiovasculares – IMC, de São José do Rio Preto. A prevenção começa pela consulta com o cardiologista, sendo a periodicidade determinada pelas comorbidades e histórico do paciente. No IMC, além da história clínica e exame físico, o médico realiza exames cardiovasculares de diferentes complexidades, de acordo com a necessidade do paciente, compreendendo desde um simples eletrocardiograma até o estudo eletrofisiológico ou cateterismo cardíaco.
 
Como medidas preventivas adicionais, Dr. Thiago Megid orienta que a pessoa adote hábitos saudáveis e atitudes diárias como a prática de atividade física, alimentação saudável, cessar o tabagismo e uso de drogas e evitar bebidas alcoólicas ou ao menos beber com moderação. "Manter controlados os índices de colesterol, glicemia e pressão arterial são fundamentais para prevenção de eventos cardiovasculares, como o Infarto Agudo do Miocárdio e o Acidente Vascular Encefálico", afirma o cardiologista do IMC.
 
A morte da campeã de muay thai evidencia a necessidade da prevenção também em pacientes jovens e esportistas de alto rendimento. O infarto agudo do miocárdio não é a única responsável pela morte súbita cardíaca. Existem diversas arritmias e cardiopatias, muitas delas de origem genética, responsáveis pelos eventos cardiovasculares indesejáveis. "Um exemplo é a cardiomiopatia hipertrófica, que acomete 1 em cada 500 pessoas, é a principal causa de morte súbita em pacientes com menos de 40 anos", informa Dr. Thiago Megid.
 
Dados na história clínica, como desmaios, familiares falecidos subitamente e alterações no eletrocardiograma, são pistas importantantes para o diagnóstico e prevenção. Além disso, é de extrema importância, a partir do diagnóstico, pesquisar se outras pessoas na família também apresentam a mesma doença. "Os pacientes que apresentam fatores de risco ou histórico familiar de doenças cardíacas devem buscar atendimento ainda mais cedo", alerta o cardiologista do IMC.
 
Dores e sensação de aperto no peito, falta de ar, fadiga, náusea, taquicardia e desmaios, entre outros sintomas em conjunto, são fortes indícios de que a pessoa pode estar sofrendo de infarto ou apresentando arritmia cardíaca. Caso os sintomas se manifestem, ela deve ser levada imediatamente a uma emergência, se possível, cardiológica, que conte com equipe completa e especializada para o diagnóstico rápido e tratamento das doenças do coração.
 
O IMC possui uma emergência cardiológica 24 horas por dia, dispondo de unidade coronariana, laboratório de eletrofisiologia, hemodinâmica e um setor exclusivo para a realização de exames cardiológicos e centro cirúrgico.

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