26/07/2021 às 16h14min - Atualizada em 26/07/2021 às 16h14min

Pesquisadores descobrem fóssil de "vampiro" gigante na Argentina

Trata-se de um morcego que viveu há mais de 100 mil anos

HISTORY
Pesquisadores fizeram uma descoberta surpreendente dentro de uma gruta em Miramar, na província argentina de Buenos Aires. No local, foi encontrado o fóssil da mandíbula de um morcego-vampiro gigante. Os cientistas acreditam que o animal viveu na época do Pleistoceno, há mais de cem mil anos.

Referência ao Drácula
Segundo os pesquisadores, o fóssil encontrado é de um exemplar da espécie Desmodus draculae, identificada pela primeira na Venezuela, em 1988. O nome científico faz referência ao vampiro Drácula, imortalizado pelo romance de Bram Stoker.


Esses morcegos-vampiros gigantes viveram nas Américas durante o Quaternário (período da Era Cenozoica que agrega as épocas Pleistocena e Holocena). Segundo os pesquisadores, eles eram cerca de 30% maiores do que os atuais morcegos hematófagos, mamíferos que se alimentam de sangue de outros animais e vivem exclusivamente no continente americano.

Na época em que Desmodus draculae viveu na Argentina, a região era habitada por animais da megafauna. Entre eles, estavam enormes preguiças gigantes, com cerca de 4,5 metros de altura, mastodontes com mais de 4 metros de comprimento e o emblemático tigre dente-de-sabre.

A extinção do Desmodus draculae é considerada geologicamente recente, pois alguns dos ossos encontrados da espécie ainda não haviam sido fossilizados. A data e o motivo de sua extinção permanecem desconhecidos. Alguns pesquisadores acreditam que o destino dos vampiros gigantes foi selado pela extinção dos animais da megafauna. Com o fim desses animais gigantes, o morcego-vampiro gigante teria entrado em extinção por não ter se adaptado a se alimentar de presas menores.

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