16/07/2021 às 16h07min - Atualizada em 16/07/2021 às 16h07min

Registros de casos de leishmaniose em Araçatuba (SP) alerta para os cuidados de prevenção e combate à doença

Médica-veterinária dá dicas de como evitar a transmissão da enfermidade, que afeta humanos e cães, e é considerada uma das mais graves do mundo

Assessoria de Imprensa, Nathalia Encina
Foto: Imagem Ilustrativa
Somente nos primeiros quatro meses de 2021, foram detectados três casos da leishmaniose visceral em Araçatuba (SP), sendo que no ano passado, não houve registros da doença no município. A enfermidade, que afeta humanos e cães, é considerada uma das mais graves do mundo e só pode ser combatida por meio da prevenção. Por isso, Silvana Badra, médica-veterinária e gerente de produtos pet da MSD Saúde Animal, dá dicas importantes de como evitar a transmissão e o aumento das ocorrências na região.

Leishmaniose
A médica-veterinária conta que a transmissão acontece a partir da picada do mosquito-palha (Lutzomyia longipalpis - o principal vetor) infectado pelo protozoário Leishmania chagasi. "O cachorro é o principal reservatório do protozoário, mas é importante lembrar que ele não transmite a doença diretamente aos humanos, mas sim por meio do mosquito vetor. O mosquito pode picar o animal infectado e, em seguida, as pessoas - e isso dá início ao ciclo de transmissão, por isso é importante proteger o animal, o que, consequentemente, significa cuidar de toda a família", explica.

Como prevenir?
De acordo com a médica-veterinária, não tem segredo, já que a melhor forma de prevenção é seguir as medidas para o controle da leishmaniose, como o uso da coleira antiparasitária e repelente e manter a vacinação do animal em dia. "Claro que é essencial também fazer a lição de casa, como manter a casa limpa e utilizar telas de proteção, principalmente no local em que o pet fica", alerta Silvana.

Como identificar e tratar?
Os primeiros sintomas podem ser observados por problemas dermatológicos no cachorro, como pelagem falha e opaca; perda de pelo nas regiões do focinho, orelha e olhos; falta de apetite; sangramento nasal; anemia; apatia; vômitos e diarreia.

"O diagnóstico, muitas vezes, não deve ser baseado em um único exame e o médico-veterinário é o único profissional habilitado a fazê-lo, bem como a indicar terapia e cuidados preventivos adequados", reforça a especialista. "A visita periódica à clínica veterinária é essencial, já que muitos cães podem estar infectados pelo protozoário e o tutor não perceber", completa.

Se seu animal for diagnosticado com leishmaniose, não entre em pânico! A doença pode ser tratada com a administração de medicamentos que tratam os sintomas e reduzem as chances de transmissão do parasita a outros animais e humanos.

Dica da médica-veterinária
Silvana ressalta que, apesar de haver tratamento, é muito melhor prevenir do que remediar pois o tratamento exige um alto investimento financeiro e não traz a cura - apenas melhora os sintomas e diminui a carga parasitária. Então fique atento às medidas preventivas e cuide do seu cachorro, para que toda a família também fique protegida. 


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